Campeão de xadrez dá golpe de R$ 7,5 milhões em investidor de cripto

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Meta descrição: Condenado a 8 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado, o campeão de xadrez colombiano Daniel Uribe Arteaga foi responsabilizado por golpe milionário envolvendo criptomoedas em Brasília. O caso envolve subtração de 1,5 milhão de USDT, tentativa de fuga, lavagem de capitais e reparação à vítima. Saiba os principais detalhes da decisão e os argumentos da defesa.

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Um campeão de xadrez colombiano, Daniel Uribe Arteaga, foi condenado a 8 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela Justiça do Distrito Federal, por aplicar um golpe milionário envolvendo criptomoedas contra um empresário da capital.

O crime ocorreu em novembro de 2024 e envolveu a subtração de 1,5 milhão de USDT (criptomoeda atrelada ao dólar), equivalentemente a cerca de R$ 7,5 milhões na época. O réu apresentou-se como um empresário espanhol de sucesso, residente em Barcelona, com supostos negócios nos EUA e no Paraguai, para ganhar a confiança da vítima.

Para reforçar a aparência de legitimidade, Daniel utilizou uma rede de contatos próxima e encontros em locais de alto padrão, como uma barbearia de luxo no Setor Noroeste de Brasília, levando a vítima a acreditar na veracidade da proposta de câmbio.

Segundo a acusação, o plano envolvia uma operação de câmbio benéfica: a vítima transferiria criptomoedas e receberia dólares em espécie em uma casa de câmbio no Paraguai, com lucro de 2%. A ideia era fazer a transação em etapas, começando por uma transferência teste de 100 USDT.

Quando o montante total de 1,5 milhão de USDT foi transferido para a carteira digital do acusado, ele interrompeu o contato e fugiu do Brasil com o dinheiro. No dia do crime, câmeras registraram Daniel deixando a residência em veículo dirigido por motorista de aplicativo, com malas volumosas para o exterior.

De acordo com a sentença, para ocultar a origem ilícita, o condenado pulverizou os ativos em várias carteiras digitais e corretoras internacionais. Parte dos recursos foi convertida em bens de alto valor, incluindo uma compra de mais de R$ 52 mil em uma loja Louis Vuitton em Goiânia, no dia seguinte ao golpe.

“O denunciado construiu narrativa sofisticada, apresentou-se com identidade falsa e simulou operação legítima de câmbio envolvendo criptoativos, utilizando-se de videochamadas, comunicações digitais e do fornecimento de endereço de carteira blockchain para induzir a vítima a erro”, consta na decisão.

As investigações mostraram ainda que Daniel planejou a fuga com antecedência, chegando a solicitar orçamento para um voo particular ao Panamá, ainda em outubro de 2024, um mês antes de partir com o dinheiro. A Polícia Civil do DF, com apoio da Tether Operations Limited — emissora da criptomoeda subtraída —, efetuou o bloqueio administrativo de aproximadamente 1 milhão de USDT.

Durante o processo, o colombiano negou as acusações, afirmando que as tratativas envolvendo criptomoedas envolviam terceiros e que não haveria transferência de valores elevados para desconhecidos. O Tribunal, porém, não acolheu as teses da defesa e manteve a versão da vítima, corroborada por testemunhas, sem comprovar a versão apresentada pelo réu.

Na sentença, o juiz rejeitou as teses de incompetência jurisdicional e de ausência de provas. O magistrado destacou que o réu utilizou identidade falsa e manipulou a negociação para induzir a vítima a erro. Daniel Uribe Arteaga foi condenado a uma pena definitiva de 8 anos, 10 meses e 15 dias, com reparação mínima de R$ 404.997,00 à vítima.

Apesar da condenação, o réu teve direito de recorrer em liberdade, uma vez que não houve alteração fática que justificasse a prisão preventiva imediata após a revogação de medida anterior. A defesa sustenta que as transações ocorreram dentro do ambiente de moedas virtuais e que a intervenção do Estado é constitucionalmente questionável, afirmando que a vítima conhecia os riscos.

O caso segue aberto para recursos, com a defesa afirmando que continuará buscando a reforma da decisão e a improcedência da pretensão punitiva. O Tribunal reiterou que as provas apresentadas foram suficientes para sustentar a acusação e a condenação.

Antes de encerrar, faço um convite: diante de casos como esse, como você acredita que o marco regulatório sobre criptomoedas pode evoluir para proteger investidores sem frear a inovação? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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