Meta description: Novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA revelam detalhes do caso Epstein, incluindo imagens de Príncipe Andrew com uma mulher e pedidos de testemunho, com reação do governo britânico.
Novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA, divulgados na sexta-feira (30), trazem mais de três milhões de itens sobre o caso Epstein. Entre eles, há imagens que envolvem o Príncipe Andrew, irmão de Charles III, em que ele aparece tocando a barriga de uma mulher deitada, cuja identidade permanece preservada. Não há informações sobre onde ou quando as fotos foram tiradas.
O Príncipe Andrew, que teve seus títulos reais cassados em outubro e deixou de ocupar a residência Royal Lodge por suas ligações com Epstein, sempre negou envolvimento no caso. A acusação mais conhecida contra ele vem de Virginia Giuffre, que alegava ter sido sexualmente abusada por Epstein quando era menor de idade. Giuffre, citada no material, acabou morrendo no ano passado, segundo o relatório.
Em 2022, Giuffre abriu uma ação contra Andrew que foi encerrada por meio de um acordo extrajudicial multimilionário, sem reconhecimento de culpa por parte do príncipe. Os documentos também mostram troca de e-mails em que Epstein contatou Andrew pouco depois da prisão domiciliar do financista; não fica claro se o convite a Buckingham Palace, feito em 2010, foi aceito.
Entre as mensagens reveladas, Epstein informou Andrew, durante uma estadia em Londres em 27 de setembro de 2010, que “vamos precisar de um tempo a sós”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o ex-príncipe Andrew deveria depor diante do Congresso dos EUA sobre o que sabe a respeito dos crimes de Epstein. Em novembro, 16 congressistas democratas pediram que Andrew testemunhasse; Starmer respondeu que sim, ele deveria responder às perguntas dos congressistas.
As investigações sobre Epstein tiveram início em Palm Beach, Flórida, em 2005, após uma denúncia de abuso de uma menina de 14 anos na mansão do financista. O FBI se juntou ao caso, recolhendo depoimentos de várias adolescentes que afirmaram ter sido contratadas para oferecer “massagens sexuais” a Epstein. Mesmo assim, os promotores firmaram com Epstein um acordo que o livrou de uma ação federal, e ele foi condenado por acusações estaduais de prostituição envolvendo menor de 18 anos, cumprindo 18 meses de prisão.
O material evidencia, portanto, uma sequência de evidências e reações institucionais envolvendo o caso Epstein, seus desdobramentos legais e as pressões políticas sobre a participação de figuras públicas.
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