Irã alerta EUA que intervenção militar provocaria uma ‘guerra regional’

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O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, alertou neste domingo que uma intervenção militar dos Estados Unidos provocaria uma guerra regional. Em seu primeiro discurso público desde meados de janeiro, ele disse: “os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional.” Ele pediu que o Irã não tema a retórica de Donald Trump.

As forças dos EUA bombardearam o Irã em junho do ano passado, em uma guerra de 12 dias iniciada por Israel. A fala de Khamenei ocorre em um momento de tensões crescentes entre Teerã e Washington, além de protestos antigovernamentais que ele classificou como golpe de Estado, afirmando que ataques à polícia, aos centros governamentais, à Guarda Revolucionária, aos bancos e às mesquitas, e a queima do Alcorão, fizeram parte da repressão.

A onda de protestos já deixou milhares de mortos. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem feito ameaças de ordenar um novo ataque contra o Irã, enquanto, nas últimas horas, alguns adversários optaram por um discurso mais voltado à diplomacia. Trump disse que a frota que se dirige ao Irã é “ainda maior” que a mobilizada perto da Venezuela e indicou a possibilidade de um acordo, dependendo do curso dos acontecimentos.

No campo nuclear, EUA e potências ocidentais suspeitam que o Irã pretende desenvolver armamento atômico, enquanto Teerã afirma ter apenas objetivos civis.

A cobertura da imprensa iraniana ilustra o tom da disputa: o diário Kayhan estampou a manchete “Ásia Ocidental, pátria do Irã e cemitério dos Estados Unidos”, e a agência Mehr informou que milhares de túmulos estariam prontos para receber corpos de soldados americanos em caso de ataque.

Diante desse cenário de palavras duras entre Teerã e Washington, a escalada não parece favorecer ninguém, mas as declarações de ambos os lados continuam a influenciar a dinâmica regional.

E você, o que pensa sobre esse cenário de tensões entre Irã e EUA? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como evitar uma escalada militar na região.

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