200 deputados de diferentes partidos apoiaram a criação de uma CPI para investigar o Banco Master. O requerimento foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) nesta segunda-feira, com 10 parlamentares baianos entre os signatários: Neto Carletto, Alice Portugal, Jorge Solla, Felix Mendonça Júnior, Lídice da Mata, Capitão Alden, Arthur Maia, Ivoneide Caetano, Waldenor Pereira e Zé Neto.
A CPI prevista terá 27 membros titulares e igual número de suplentes, com prazo de funcionamento de 120 dias. O foco inicial é apurar fraudes na relação entre Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).
Segundo Rollemberg, a instauração da CPI é urgente para esclarecer responsabilidades em um dos maiores esquemas de fraude financeira da história recente, envolvendo a fabricação de fundos fraudulentos, a falsificação de contratos e a montagem de ativos inexistentes. Preliminares da Polícia Federal apontam um prejuízo superior a R$ 12,2 bilhões, com o BRB tendo gasto cerca de R$ 12 bilhões para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias; o prejuízo ao BRB pode chegar a R$ 5 bilhões.
Para a CPI avançar, o requerimento precisa ser lido no plenário pela presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta ressalta que o Regimento Interno exige respeitar a ordem de entrada dos pedidos, e o documento de Rollemberg já está em uma fila com outras 15 solicitações. Sem acordo entre as lideranças para adiantar o processo, é improvável que a comissão funcione ainda em 2026.
Essa movimentação mostra o interesse de deputados de várias vertentes em responsabilizar atores de operações financeiras de alta complexidade e reforçar a transparência. Comente abaixo o que você pensa sobre a criação dessa CPI e o papel do Congresso nesse tema.

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