O Hospital Mont Serrat, unidade do Governo do Estado da Bahia em Salvador, completou um ano de funcionamento no último sábado (31) como a primeira unidade do país dedicada integralmente aos Cuidados Paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS). Localizado na capital baiana, o hospital consolidou-se como referência nacional ao oferecer assistência gratuita com foco no controle de sintomas, apoio psicossocial e acolhimento espiritual.
Ao longo do primeiro ano, o Mont Serrat atendeu cerca de 2 mil pessoas, fortalecendo o modelo de cuidado centrado no paciente e com acesso rápido ao manejo de sinais clínicos em doenças graves, crônicas ou em fim de vida. A unidade registra uma taxa de satisfação de 90% e uma média de 30% de altas hospitalares, resultado do rigor no controle de sintomas que permite retorno ao convívio domiciliar com dignidade.
A infraestrutura reúne 70 leitos clínicos, sendo 7 pediátricos e 63 adultos, além de ambulatórios, serviços de bioimagem, laboratório, telemedicina e suporte de ensino e pesquisa para capacitar profissionais de dentro e fora da rede. Com foco na humanização e na atuação multiprofissional, o cuidado no plano terapêutico integra diferentes dimensões do cuidado. “Nosso primeiro ano confirma que o cuidado paliativo não é sobre o fim, mas sobre como viver cada dia com dignidade. Ver o Hospital Mont Serrat se tornar referência para o Brasil nos enche de orgulho e responsabilidade”, afirma Ingrid Rafaelly, liderança da unidade.
Um exemplo do cuidado centrado na pessoa ocorreu com Tamires Almeida do Vale, 32 anos, internada com tumor no sistema nervoso central, que comemorou o aniversário no hospital em 11 de janeiro, reunindo família e afetos. “Porque cuidar é controlar sintomas, mas também é acolher angústias, respeitar o sagrado e garantir conforto”, ressalta Zélia Correa Santos, coordenadora de Psicologia.
Este ano de atuação posiciona o Mont Serrat como referência para o Brasil na área de Cuidados Paliativos, destacando a importância de assistência pública, humanizada e acessível. O que você acha sobre avanços nesse modelo de cuidado? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa sobre o tema.

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