Casa Civil de Tarcísio inicia guinada política e busca pacificar base

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Nomeado com a missão de melhorar a articulação política do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) no ano eleitoral, Roberto Carneiro tem conduzido uma agenda intensa de reuniões com prefeitos, deputados e lideranças, desde que assumiu a Casa Civil há cerca de duas semanas.

Na noite de 2 de fevereiro, Carneiro recebeu o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, em meio a especulações de que Simone Tebet, ministra do Planejamento, pudesse deixar o MDB para disputar a eleição em São Paulo, seja para o governo ou para o Senado, a pedido do presidente Lula. Se Tebet saísse, o MDB ficaria sem base no apoio a Tarcísio.

Na tarde de 3/2, Carneiro manteve reuniões com o governador no Palácio dos Bandeirantes, em busca de reforçar o alinhamento entre a Casa Civil e a gestão estadual e manter o diálogo com as lideranças da cidade.

O PP, que chegou a ameaçar lançar candidatura própria, descreveu Carneiro como o meio-campista necessário para o governo colocar a bola no chão e resolver deficiências. O PP também afirmou haver um alinhamento estratégico entre o Progressistas e a atual gestão estadual, em um momento considerado fundamental para a reconstrução da relação institucional, além de cobrar mais atenção às demandas dos prefeitos do partido, que reclamam de repasses e de diálogo com a gestão anterior.

Além disso, Carneiro já recebeu aliados na Assembleia: os deputados Gilmaci Santos, Dani Alonso e Dr. Elton. Na abertura do ano legislativo da Alesp, ele reuniu-se com a base, incluindo o presidente da Casa, André do Prado. Para melhorar o relacionamento com a Alesp, o secretário convidou o ex-assessor Diego Torres — irmão de Michelle Bolsonaro — para atuar como auxiliar, mas Torres recusou o convite.

Como presidente estadual do Republicanos, Carneiro tem tratado de agendas eleitorais e da montagem da chapa de candidatos. Nos últimos dias, foi visto com o ex-secretário Guilherme Piai e com outros correligionários, como Fernando Perobello, Ely Santos, Ney Santos, Jones Donizete e Roberto Lucena, além de ter recebido prefeitos como Guilherme Gonçalves (Podemos) de Ourinhos e Gilvan Ferreira (PSDB) de Santo André. Também recebeu o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, que já comandou Carneiro no passado.

O conjunto dessas ações mostra Carneiro ocupando posição estratégica para costurar alianças úteis ao governo estadual, especialmente em um momento de reorganização política. Qual é a sua leitura sobre o papel do novo secretário da Casa Civil e o atual cenário político em São Paulo? Deixe seu comentário com a sua opinião.

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