O Brasil vive uma escalada de violência contra animais, com dados do CNJ indicando crescimento expressivo nos casos de maus-tratos nos últimos anos. Em 2020 foram registrados 245 casos; em 2025, o número chegou a 4.919, um aumento de cerca de 1.907%. Meta descrição: panorama da violência contra animais no país, com foco em maus-tratos, números oficiais e casos recentes que impulsionaram a discussão sobre proteção animal.
Os números mostram a progressão ano a ano: 2020: 245; 2021: 328; 2022: 1.764; 2023: 2.774; 2024: 4.057; 2025: 4.919.
Investigações recentes ilustram o aumento. Em Santa Catarina, a Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha e a agressão ao cão Caramelo, apontando um adolescente como responsável após contradições e análise de imagens de câmeras de monitoramento. Itens como um boné rosa e um moletom, que familiares tentaram ocultar, foram decisivos para localizar o suspeito. Devido à gravidade, a polícia solicitou a internação do jovem.
Em São Paulo, a Polícia Civil resgatou, em agosto do ano passado, 125 animais em situação de maus-tratos dentro de uma ONG em Mairiporã. Entre cães, gatos e porcos, os bichos viviam sem água, comida ou cuidados veterinários básicos. A responsável pela ONG, uma médica veterinária, foi presa em flagrante por crimes contra o meio ambiente.
Tráfico de fauna: Além da violência doméstica e do abandono, o tráfico de animais silvestres continua sendo um desafio crítico para o sistema jurídico brasileiro. Especialistas apontam que, embora a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Proteção à Fauna existam, as punições ainda são insuficientes para conter o avanço das organizações criminosas que exploram a biodiversidade. “É uma situação muito complexa de se resolver”, avalia Vânia Nunes, médica veterinária pela UNESP e diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal. O advogado Yuri Fernandes, doutorando em Direito Animal na UFPR, defende que a gravidade do problema está ligada à existência de uma legislação ruim que precisa ser fortalecida.
Esse panorama evidencia a necessidade de medidas mais firmes para proteção animal, com fiscalização mais efetiva, educação pública e leis mais robustas para coibir maus-tratos e o tráfico de fauna. A participação da sociedade exige ações conjuntas entre gestores, instituições e cidadãos para reverter esse quadro.
Como você encara os caminhos para frear esse problema? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências ou sugestões para a proteção animal na sua cidade.

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