Meta descrição: Israel suspende temporariamente a travessia de Rafah para moradores de Gaza seguirem ao Egito, após a Organização Mundial da Saúde não apresentar detalhes de coordenação. A medida ocorre em meio a nova escalada de violência na Faixa de Gaza.
O Crescente Vermelho em Gaza informou que a passagem foi cancelada pela manhã para doentes e feridos que já estavam prontos para atravessar. O CO GAT, órgão militar responsável pelos assuntos civis nos territórios ocupados, disse que a OMS é responsável pela coordenação da chegada de moradores de Gaza a Rafah para a saída rumo ao Egito e que os detalhes ainda não foram apresentados por razões de procedimento.
A passagem de Rafah foi aberta na última segunda-feira pela primeira vez em quase dois anos, mas até agora circularam menos pessoas do que o previsto. O acordo previa 200 pessoas por dia: 150 de Gaza para o Egito, sendo 50 pacientes com 100 acompanhantes, e 50 no sentido oposto, do Egito para Gaza. Na terça-feira, sem dados oficiais, cruzaram 52 egípcios para Gaza e 21 pacientes, com número indeterminado de acompanhantes, de Gaza para o Egito.
A violência continuou na Faixa de Gaza: nesta quarta-feira, pelo menos 20 pessoas morreram em ataques israelenses, elevando para 23 o total de mortos desde o início da madrugada. Vítimas foram registradas em Khan Younis, na Cidade de Gaza e na zona costeira de Al Mawasi. O Exército de Israel afirmou ter realizado ataques de precisão em retaliação a disparos que teriam ferido gravemente um soldado.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, as hostilidades persistem. Ao todo, mais de 530 palestinos morreram desde que o acordo começou a vigorar e a ofensiva, que já passa de 71.800 mortes desde o início de outubro de 2023. Entre as vítimas estão menores de idade, como Farid Suleiman Abu Sitta (12), Bilal Haboush (16), Rital Haboush (12) e Saqr Badr Al Hatto (5 meses), além de uma menina de 9 anos, segundo informações hospitalares.
O balanço da violência ressalta que a maioria das baixas ocorre na Cidade de Gaza, com ataques também em Khan Younis e Zeitun. Enquanto as autoridades militares acionam respostas contra supostos milicianos, a crise humanitária na região da fronteira permanece marcada pela dificuldade de passagem, deslocamento forçado e precariedade de atendimento médico.
Como você vê a evolução do cessar-fogo, a gestão da passagem de Rafah e as condições dos deslocados na região? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa. Seu ponto de vista ajuda a entender diferentes perspectivas sobre o conflito e os esforços humanitários na região.

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