Putin e Xi Jinping participaram de uma videoconferência nesta quarta-feira (4) para discutir o aprofundamento da cooperação econômica entre Moscou e Pequim, a relação com os Estados Unidos e temas globais. O encontro ocorre em meio a esforços de líderes ocidentais para reforçar laços com a China, apesar das divergências sobre a guerra na Ucrânia. Países europeus pressionam a China a reduzir o apoio a Moscou, cuja parceria comercial com a China é vista como caminho para mitigar as sanções ocidentais.
Putin afirmou que o vínculo bilateral é um fator de estabilidade em um cenário global turbulento. Xi disse que discutiram planos para fortalecer as relações bilaterais e aprofundar a cooperação estratégica entre os dois países.
O presidente russo elogiou a cooperação em energia, o uso pacífico da energia nuclear e projetos de alta tecnologia. Ele destacou também a decisão da China de permitir entrada sem visto para cidadãos russos, medida que Moscou também adotou.
Segundo Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, Putin e Xi também discutiram as relações com os Estados Unidos, que teriam posições praticamente coincidentes, defendendo cooperação com base no direito internacional e na Carta da ONU. Xi apoiou as negociações entre Rússia, Ucrânia e EUA em Abu Dhabi.
Putin observou que Washington não respondeu à proposta de estender por um ano o tratado nuclear New START, que expira nesta quinta-feira, mas afirmou que Moscou continua aberto a negociações para assegurar a estabilidade estratégica. Também foram discutidas tensões envolvendo o Irã, bem como a situação na Venezuela e em Cuba.
Analisando o quadro, a videoconferência reforça o papel de China e Rússia como parceiros estratégicos diante de tensões internacionais. Como você vê esse eixo sino-russo influenciando a política externa dos EUA e de outros players globais? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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