Visuais de O Conto da Aia inspiram mulheres em protestos nos EUA

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Desde 2017, um grupo de mulheres se reúne para defender direitos reprodutivos e participar de manifestações pacíficas. Elas se identificam como Exército de Aia, inspirado na obra Handmaid’s Tale, de Margaret Atwood, e adotam a estética da ficção para amplificar sua mensagem. Recentemente, o movimento expandiu sua atuação para apoiar causas de imigrantes, articulando protestos contra o ICE, o serviço de imigração dos EUA.

Protestante vestida de Aia com a bandeira americana - Metrópoles
Representante do Handmaid’s Army

A estética de O Conto da Aia como protesto

O Conto da Aia, publicado em 1985, narra uma distopia em que os Estados Unidos viraram uma teocracia, e mulheres férteis são transformadas em aias. No Exército de Aia, as vestes do livro servem tanto a um propósito estético quanto político: o vermelho e o branco garantem visibilidade e funcionam como um sinal de alerta de que a ficção pode se tornar realidade.

Estética O Conto da Aia como protesto - metrópolis
Estética de O Conto da Aia como protesto

O Exército de Aia protesta de forma pacífica, usando o silêncio como arma. As participantes costumam permanecer caladas, criando uma atmosfera desconfortável e provocando a reflexão sobre as mensagens do movimento.

Aias em frente a uma das Trump Towers - Metrópoles
“Aias” em frente a uma das Trump Towers

Protestos contra o ICE

Nos últimos meses, o ICE tem provocado tensões nos Estados Unidos com o aumento de detenções a população imigrante, além de episódios em que agentes balearam e mataram dois cidadãos americanos. Em consequência, uma onda de protestos ganhou as ruas e espaços públicos.

No Grammy de 2026, diversos artistas vencedores utilizaram seus discursos para denunciar as políticas do ICE e apoiar os imigrantes do país.

Billie Eilish no Grammy 2026 - Metrópoles
Billie Eilish com um broche de “ICE out” no Grammy Awards 2026

Relação com movimentos internacionais

Assim como o Exército de Aia, outros movimentos em defesa dos direitos femininos ganharam espaço ao redor do mundo, refletindo a importância da pauta em diferentes contextos.

Um exemplo é a mobilização digital de apoio às mulheres iranianas. O movimento ganhou contornos globais após um vídeo de uma iraniana queimando a imagem de Ali Khamenei, líder supremo do Irã. A ação viralizou e inspirou outras mulheres a traduzirem o protesto para diferentes culturas e redes.

Mulher queimando uma imagem de Ali Khamenei com um cigarro - Metrópoles
Assim como o Exército de Aia, o ato de queimar a imagem de Ali Khamenei tornou-se uma tendência visual de resistência e protesto

Essas ações demonstram como símbolos de ficção podem motivar protestos reais e ampliar o debate sobre direitos das mulheres, migrantes e políticas públicas, com reflexos na cobertura da mídia e nas ruas.

Como você enxerga o uso de referências ficcionais em protestos atuais? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e compartilhe suas perspectivas sobre o tema.

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