A Argentina assinou um acordo de comércio e investimento recíproco com os Estados Unidos, segundo o governo do presidente Javier Milei. O pacto visa reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitar o comércio de bens e serviços, modernizar procedimentos aduaneiros e estimular investimentos em setores estratégicos como energia, minerais críticos, infraestrutura e tecnologia. A assinatura foi anunciada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026.
O acordo-quadro prevê acesso preferencial a produtos dos EUA e a eliminação de tarifas recíprocas para 1.675 produtos argentinos. Também amplia o acesso da carne bovina argentina ao mercado americano, com uma cota de 100 mil toneladas, o que pode aumentar as exportações do produto em cerca de 800 milhões de dólares. O texto ainda prevê revisões de tarifas sobre aço e alumínio em avaliações futuras.
Além disso, o acordo-quadro para minerais críticos prevê subsídios, garantias, empréstimos e investimentos para promover projetos de mineração e processamento, com medidas para agilizar licenças. O representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, destacou que o tratado facilitará a entrada de veículos, diversos produtos agrícolas e outros itens ao mercado americano. O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, sinalizou que a Argentina tem potencial para se tornar produtora de terras raras.
O governo argentino disse que encaminhará o acordo ao Congresso e espera apoio dos legisladores, ressaltando o papel de abrir oportunidades sem precedentes. Em 2025, o intercâmbio com os EUA registrou superavit para a Argentina—exportações de 8,338 bilhões de dólares e 6,704 bilhões de dólares em importações—com destaques para os setores de combustíveis, energia e manufaturas industriais.
<Este movimento fortalece as relações entre a Argentina e os Estados Unidos e sinaliza uma estratégia de integração voltada a setores-chave como energia, mineração e tecnologia. O que você acha desse acordo? Compartilhe sua opinião nos comentários. Sua leitura pode ajudar a entender os impactos para a economia local e para o comércio regional.

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