Pep Guardiola gerou um debate ao comentar o conflito no Oriente Médio, provocando críticas do Conselho Judaico da Região Metropolitana de Manchester. A entidade pediu que o treinador tome mais cuidado ao falar e, principalmente, que se concentre no futebol para não prejudicar o Manchester City.
Segundo o Conselho, mesmo com boas intenções, as declarações de Guardiola interferem em assuntos internacionais e acabam prejudicando o clube, repetidamente, quando o treinador se envolve em temas fora do futebol.
Na última quinta-feira, Guardiola esteve em Barcelona para um evento beneficente em apoio à Faixa de Gaza. Em coletiva de imprensa, na terça anterior, ele defendeu o direito de se expressar e afirmou que é importante poder opinar.
“No meu ponto de vista, você tem que falar. Se não, as injustiças continuam”, disse Guardiola. “Genocídio na Palestina, o que aconteceu na Ucrânia, na Rússia, o que está acontecendo em todo o mundo, no Sudão, em todo lugar. Nós queremos ver o que está acontecendo na nossa frente? É nosso problema, como seres humanos, é nosso problema”, declarou.
O Conselho Judaico da Região Metropolitana de Manchester reagiu com um comunicado pedindo cuidado com as palavras, destacando que Guardiola é técnico de futebol e que suas reflexões, ainda que bem?intencionadas, podem prejudicar o Manchester City ao se intrometer em assuntos internacionais. A nota também apontou que é a segunda vez em uma semana que ele se manifesta sobre o conflito no Oriente Médio e afirmou que o treinador não mostrou solidariedade suficiente à população judaica afetada pelo ataque próximo ao estádio Etihad ou pela violência antissemita em Barcelona.
Em sua defesa, Guardiola afirmou que falar é necessário para que as injustiças não sejam ignoradas, ressaltando a importância de ver o que ocorre ao redor do mundo e não apenas no campo.
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O tema continua gerando debates sobre o papel de atletas e técnicos na arena pública. Enquanto alguns defendem o direito de manifestar apoio a causas humanitárias, outros pedem foco no trabalho esportivo para evitar prejuízos ao clube e a diferentes comunidades que acompanham o futebol.
E você, qual é a sua visão sobre a participação de figuras públicas no debate político? Compartilhe nos comentários como avalia esse equilíbrio entre expressão pessoal e responsabilidade profissional.

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