O piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, foi preso sob a acusação de agredir um adolescente de 16 anos em Vicente Pires, no Distrito Federal, na noite de 22 de janeiro.
A coluna Na Mira publicou com exclusividade a imagem de Turra com a cabeça raspada, segurando uma placa com a data de ingresso no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda. A foto foi registrada durante o monitoramento do caso.
Preso desde 30 de janeiro, Turra permanece em cela individual na Papuda. Em decisão expedida na quarta-feira (4/2), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve o regime de isolamento até eventual mudança da base fática ou jurídica, ou a pedido do Ministério Público do DF (MPDFT).
A defesa pediu à Justiça que o piloto continuasse em cela individual, alegando supostas ameaças que ele próprio teria sofrido. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) já havia se manifestado a favor da solitary confinement. Além disso, os advogados protocolaram novo pedido de liberdade, que foi negado pelo desembargador Diaulas Ribeiro.
“Não transcorreram nem 48 horas da decisão; obviamente, não há fatos novos ou modificação no contexto jurídico capaz de infirmar as razões que me levaram a indeferir a liminar. Há mera repetição de argumentos que já foram rejeitados. Quanto à vítima, também não há fatos novos. Continua internada, em coma, em estado grave.”
Entenda o caso:
- Pedro Turra e um adolescente de 16 anos se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF);
- Durante o confronto, Turra teria jogado um chiclete mascado e, em resposta, o adolescente disse não deixar barato. A briga começou e vídeos de testemunhas mostram agressões mútuas;
- Em determinado momento, Turra desferiu um soco que fez o adolescente bater a cabeça em um carro; colegas separaram a confusão;
- O adolescente ficou gravemente ferido e foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde está intubado em estado gravíssimo. Ele já apresentou vômito de sangue durante o socorro;
- Pedro Turra deve responder por lesão corporal grave, mas a tipificação pode mudar conforme o quadro de saúde da vítima;
- Em depoimento, Turra disse que não queria machucar o adolescente, apenas evitar as agressões, e pediu perdão à vítima e à família.
A situação permanece em análise pela Justiça, com a defesa buscando alternativas jurídicas e a acusação avaliando providências cabíveis, enquanto a vítima segue sob cuidados médicos. O caso evidencia a gravidade das lesões e o debate sobre medidas penais adequadas diante de novas informações médicas e jurídicas.
Se você acompanhou o caso ou tem opiniões sobre como lidar com incidentes de violência entre jovens e adultos, compartilhe seus pensamentos nos comentários abaixo. Sua visão ajuda a enriquecer o debate público sobre segurança e responsabilidade.



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