A tempestade Leonardo segue castigando a Península Ibérica, com chuvas intensas e enchentes na Espanha e em Portugal. Em Santarém, no centro de Portugal, a Defesa Civil elevou o risco de inundações devido à subida do Tejo, que atingiu o nível vermelho. Autoridades ordenaram evacuações obrigatórias de áreas próximas no prazo de sete horas.
O comandante nacional da Defesa Civil, Mário Silvestre, afirmou que desde 1997 não se via uma situação igual na bacia do Tejo. Portugal também registrou, na semana passada, o segundo mês de janeiro mais chuvoso desde 2000, segundo a meteorologia nacional.
Na Península Ibérica, Leonardo já deixou uma morte em Portugal e uma mulher desaparecida na Andaluzia, após ela ter se jogado em um rio para salvar o cão. A meteorologia espanhola (Aemet) aponta que Leonardo é a sexta tempestade deste tipo em 2026, apenas um mês após o início do ano. Imagens mostram uma área inundada com água barrenta.
Na Espanha, o transbordamento de um rio em Dúdar inundou arredores, obrigando moradores a abandonar as casas. Regiões centrais e do noroeste permanecem sob alerta laranja, com ventos fortes. O serviço meteorológico alerta que as chuvas devem diminuir na sexta-feira, mas retornar com intensidade no sábado em áreas já atingidas.
No domingo, 8 de fevereiro, Portugal realiza o segundo turno das eleições presidenciais, embora o pleito possa ser adiado. O candidato André Ventura propôs adiar por uma semana para assegurar igualdade entre os eleitores. A prefeitura de Alcácer do Sal, uma das zonas mais atingidas, já decidiu pelo adiamento, citando moradores isolados e cerca de 10 mil eleitores na localidade.
As ondas de calor e de chuva intensa destacam a vulnerabilidade da Península Ibérica perante as mudanças climáticas, com eventos extremos cada vez mais frequentes além do período tradicional. A tempestade Leonardo é a sexta deste tipo em 2026, segundo a Aemet. Sinal de alerta para autoridades e moradores, que precisam acompanhar as previsões e orientações oficiais.
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