O arquivo divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA traz à tona a ex-modelo brasileira Luma Oliveira entre milhares de menções em documentos ligados à rede de exploração sexual liderada por Jeffrey Epstein. O material, que soma mais de 3 milhões de páginas, descreve Epstein como responsável por uma rede criminosa associada a acusações de estupro, agressão e assédio sexual.
Em agosto de 2012, o nome de Luma Oliveira aparece numa troca de mensagens entre Epstein e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel. A mensagem, parte do acervo divulgado em 30 de janeiro, não detalha o contexto, mas Epstein pergunta a Brunel sobre uma antiga menção à brasileira.
Na conversa, Epstein cita: “E a namorada de Eike Batista? Você mencionou isso.” Brunel responde que “Eu citei a Luma de Oliveira, ele era ou é casado com ela.” Brunel foi preso em 2020, no âmbito das investigações do caso, acusado de estupro, agressão e assédio sexual, e foi encontrado morto na cela em Paris, em 2022.
Na época, Luma Oliveira já estava separada de Eike Batista havia oito anos. O casal manteve um relacionamento de 13 anos, entre 1991 e 2004, e não há evidências de encontros ou contato direto entre a brasileira e o empresário americano.
Os documentos indicam ainda que Epstein demonstrava interesse em modelos brasileiras. Registros apontam viagens ao Brasil e contatos com pessoas que forneciam garotas para exploração sexual, incluindo menores de idade. Em 2016, ele teria negociado a compra de agências de modelos brasileiras para ter “acesso” às mulheres, com Ramsey Elkholy descrevendo que isso “envolveria ter acesso a todas as garotas, e você pode decidir o que fazer com elas.”
Esses relatos revelam uma rede de contatos que envolve Epstein e figuras do meio, contribuindo para a compreensão de como a exploração sexual foi organizada e ampliada internacionalmente. O material divulgado mantém aceso o debate sobre a atuação de agentes de modelos e a circulação de vítimas em distintos países.
Como você encara esses desdobramentos? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa sobre os impactos dessas revelações e a atuação de instituições na fiscalização desses casos.

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