O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que lidera o país desde janeiro de 2025, enfrentou críticas ao se posicionar sobre a publicação de um vídeo com teor racista nas redes sociais dele e da Casa Branca. Na peça, Barack Obama e Michelle Obama são retratados como macacos. O conteúdo foi republicado na Truth Social na quinta-feira (5/2) com uma narrativa conspiratória sobre as eleições de 2020. Na noite de sexta-feira (6/2), a bordo do Air Force One, Trump disse que não assistiu ao conteúdo por completo e não pretende pedir desculpas.
O clipe, com pouco mais de um minuto, começa apresentando teorias sobre fraude eleitoral de 2020 e, nos segundos finais, exibe as imagens racistas com Barack e Michelle Obama sobrepostos a corpos de macacos. Em seguida, outras lideranças democratas aparecem representadas como animais, enquanto Trump é retratado como um leão.
Inicialmente, a Casa Branca tentou minimizar a repercussão. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, classificou o conteúdo como um “vídeo viral da internet” e chamou as críticas de “indignação falsa”. Com a escalada das críticas, o vídeo foi apagado e assessores disseram que a postagem houve “por engano” de um funcionário. Trump, porém, contradisse essa versão ao afirmar que aprovou a publicação.
Em tom de resposta, o episódio gerou reações no Partido Republicano. O senador Tim Scott, o único republicano negro no Senado, chamou o vídeo de “a coisa mais racista” que já viu saindo da Casa Branca e pediu a remoção imediata. Outros republicanos disseram que a postagem foi inaceitável. Entre os democratas, as críticas foram ainda mais duras, com acusações de racismo e pedidos de uma condenação explícita por parte de aliados republicanos.
O caso reacende o debate sobre o uso de imagens e mensagens deste tipo por figuras públicas e aumenta a pressão sobre a gestão de crise na política americana. E você, o que acha sobre esse episódio? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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