A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), afirmou que o governo avaliará um possível veto aos penduricalhos aprovados pelo Congresso para servidores legislativos. Em entrevista ao Bahia Notícias, durante o evento de 46 anos do PT em Salvador, ela informou que aguarda a chegada dos projetos para tomar a decisão.
Na última terça-feira (3), Câmara e Senado aprovaram projetos que autorizam pagar valores acima do teto constitucional a servidores que acumulem funções consideradas estratégicas e de alta responsabilidade. Chamados de penduricalhos, esses dispositivos podem elevar a remuneração mensal para até R$ 77 mil, extrapolando o teto.
Atualmente, o teto é de R$ 46.366,19, correspondente ao salário dos ministros do STF. Com as novas regras, quem já recebe o teto poderá acumular ganhos adicionais por meio de indenizações e licenças compensatórias, classificadas como verbas de natureza não remuneratória.
Sobre os desafios políticos e a estratégia para 2026, Gleisi disse que o cenário tende a repetir o modelo de 2022, com alianças formais no campo democrático de centro-esquerda e acordos regionais específicos.
“Nós estamos muito confiantes na reeleição do presidente Lula. A gente precisa trabalhar muito, agregar apoios, mas deve repetir um quadro próximo de 2022”, afirmou. A construção de palanques regionais deve ser determinante, especialmente na Bahia e no Piauí, onde o PT dialoga com partidos de centro, como o PSD.
Questionada sobre a manutenção do apoio de União Brasil, a ministra disse que o diálogo continua aberto, dependendo das realidades locais. Em alguns estados, a legenda pode estar conosco por manter ministros no governo e pela conjuntura regional.
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