O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reunirá-se na próxima quarta-feira (11) em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar das negociações com o Irã. A reunião ocorre após os EUA retomarem, em Omã, as conversas sobre o programa nuclear iraniano, em meio a avisos de intervenção caso haja avanço iraniano.
O premiê afirma que qualquer acordo deve incluir a limitação dos mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo iraniano, segundo comunicado divulgado pelo gabinete dele.
Nesta mesma semana, Netanyahu pediu ao enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que um acordo com o Irã inclua o fim do programa nuclear e a limitação de seus mísseis, bem como o fim do apoio aos grupos Hamas, Hezbollah e aos houthis no Iêmen. Vale lembrar que Trump já havia feito ameaças de intervir militarmente no Irã.
O Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reiterou que suas linhas vermelhas são enriquecimento zero ou, no mínimo, uma limitação rigorosa do programa de mísseis. Segundo ele, o país não negocia esses pontos e só estaria disposto a discutir o nível de enriquecimento.
Os diálogos ocorrem em um momento particularmente delicado para a República Islâmica, marcada por protestos violentos em janeiro, uma crise econômica profunda, seca severa e cortes de energia e gás.
Como fica a leitura? EUA, Israel e Irã seguem posicionamentos firmes, cada um defendendo seus interesses de segurança. Comente abaixo como você vê o papel de cada ator nessas negociações e quais caminhos podem abrir para uma solução estável na região.

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