Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por descarga não autorizada de fluido de perfuração na água do mar. O episódio, apurado pelo G1, evidencia o rigor da fiscalização ambiental durante operações de exploração na região.
O incidente ocorreu em 4 de janeiro, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A operação envolvia a Navio Sonda 42 (NS-42), reforçando a importância de monitoramento nesse trecho próximo a áreas sensíveis.
Segundo a Petrobras, houve perda de fluido em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço Morpho. As tubulações foram levadas à superfície para avaliação e reparo, e o vazamento foi contido de imediato, sem registros de danos adicionais.
A retomada das atividades recebeu autorização da ANP, com uma série de condicionantes para a operação, seguindo critérios rigorosos para licenciamento e exploração. A decisão foi divulgada pela Reuters e reforça o regime de licenciamento ambiental aplicado ao setor.
Em entrevista à Reuters, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, reiterou o rigor do órgão. “O Ibama adota critérios extremamente rigorosos no licenciamento ambiental”, afirmou. Ele ressaltou que, embora acidentes ocorram, os planos de gerenciamento são pensados para reduzir ao máximo a possibilidade de novas ocorrências, destacando a sensibilidade ambiental da região da Foz do Amazonas, com corais e manguezais.
Como tema de interesse público, ficam as perguntas sobre a eficácia do licenciamento e as medidas de contenção em operações offshore. Não deixe de comentar sua visão sobre fiscalização ambiental, responsabilidade corporativa e proteção de ecossistemas marinhos na região.

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