A movimentação do Centro de Salvador durante o Carnaval continua sendo a prioridade do Governo da Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, o secretário de Cultura Bruno Monteiro destacou que a gestão identificou falhas no início do ciclo pós-pandemia e entendeu a necessidade de ações para reconquistar o circuito Osmar como protagonista da festa.
Segundo Monteiro, o Campo Grande passou a enfrentar preconceito e a falta de um olhar comercial para o circuito, e apenas o poder público seria capaz de reativar a movimentação no centro. “Desde 2023, o Governo do Estado da Bahia assumiu o compromisso de não deixar o circuito do Campo Grande morrer. Havia um movimento muito nítido de esvaziamento do circuito, por questões comerciais, preconceito e segregação com os blocos afro; nós assumimos, em 2023, o debate e a necessidade de levar grandes atrações para o Campo Grande, como forma de preservação.”
Monteiro reforçou que, desde 2023, já havia clareza de que o público escolhe o circuito Osmar para curtir a festa, sem pressões comerciais, apenas pelo interesse de ver as grandes atrações que desfilam no circuito. O Osmar, tradicional, voltou a ter protagonismo com atrações de peso, e o Campo Grande chegou a registrar, em alguns dias, público maior do que na Barra, demonstrando a governabilidade do Carnaval no centro.
Para 2026, o governo prevê levar às ruas mais de 180 atrações sem corda. Neste ano, o programa Ouro Negro, que reforça o compromisso com as manifestações da cultura afro-brasileira, alcançou o investimento recorde de R$ 17 milhões, destinados a blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e blocos de índio em desfiles e festas populares.
A gestão ressalta que a prioridade é manter a tradição do Carnaval no centro, fortalecendo a cultura regional e assegurando a participação de diversas manifestações culturais. A aposta é de continuidade e expansão das ações já em curso, com foco na valorização da identidade baiana e na experiência do público.
E você, qual aspecto do Carnaval no Centro de Salvador mais lhe interessa? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro cultural da cidade.

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