Ghislaine Maxwell, ex-parceira e cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se nesta segunda-feira a responder às perguntas de um comitê da Câmara dos Representantes, invocando o direito de não se incriminar. Maxwell afirmou não depor sem imunidade, citando a Quinta Emenda.
Os advogados de Maxwell disseram ao painel que a ex-socialite britânica deporaria apenas se, antes, o presidente Donald Trump a perdoasse, disse o presidente do comitê, James Comer. Os advogados haviam pedido imunidade legal, mas o Congresso recusou.
Maxwell é a única pessoa condenada por um delito ligado a Epstein. Epstein foi encontrado morto na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Ele havia sido condenado em 2008 por solicitar serviços de prostituição de menor. Os vínculos dele com figuras influentes do poder provocaram controvérsia internacional.
Uma lei obrigou o governo Trump a tornar públicos milhões de documentos, fotos e vídeos da investigação. O ex-presidente Bill Clinton deporá sobre sua relação com Epstein em 27 de fevereiro, e Hillary Clinton deporá um dia antes. O comitê, liderado por membros do Partido Republicano, afirmou que Trump não foi convocado. Nem Clinton nem Trump foram acusados de qualquer crime relacionado ao financiador.
No ano passado, Maxwell foi transferida para uma prisão de segurança mínima no Texas, após duas reuniões com o procurador-geral adjunto Todd Blanche, que anteriormente era advogado pessoal do presidente.
O caso continua em evidência, com novos desdobramentos esperados. Compartilhe sua opinião sobre o depoimento de Maxwell, Epstein e as implicações para outras figuras ligadas ao caso nos comentários.

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