Pastor, filha e genro assassinados no estado de Plateau, Nigéria

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Cristãos na Nigéria continuam enfrentando violência extrema. No mês passado, terroristas Fulani assassinaram um pastor, sua filha e o genro, deixando a bebê de apenas três meses ferida. O ataque ocorreu no estado de Plateau, quando a família viajava pela rodovia Jos-Barkin Ladi, em direção a uma vila no condado de Barkin Ladi, no dia 16 de janeiro.

A família era ligada à ECWA, Missão Evangélica da Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações. O pastor Bulus Madaki, um paramédico, servia na Missão Janta 2 e havia sido transferido recentemente para o DCC de Gwol. Ele foi morto na ponte Kassa-Nding, no condado de Barkin Ladi, junto com a filha e o genro; a neta, uma bebê de três meses, sofreu ferimento na cabeça, foi dada como morta, mas sobreviveu. Ela hoje vive como órfã, tendo perdido o pai, a mãe e o avô.

Os líderes da EMS destacaram que, na Nigéria, o evangelho costuma ser pregado ao custo de sangue e lágrimas. “O sangue e as lágrimas de missionários que escolhem seguir a Christo não importam o preço”, afirmaram, ressaltando que a perseguição não impede a evangelização, mesmo em tempos turbulentos.

Segundo a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP) da Portas Abertas, a Nigéria teve o maior número de cristãos mortos no período de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025. Dos 4.849 cristãos assassinados no mundo por causa da fé, 3.490 — ou 72% — eram nigerianos, um aumento em relação ao ano anterior. A Nigéria ocupa a 7ª posição entre os 50 países onde é mais difícil ser cristão.

A violência se espalha pelo país. Milícias Fulani, predominantemente muçulmanas, atuam em várias regiões, e alguns membros adotam ideologias radicais. Um relatório do APPG (Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença) em 2020 descreveu uma estratégia semelhante à de Boko Haram e ISWAP, com clara intenção de atacar cristãos e símbolos da fé. Na região Centro-Norte, milícias islâmicas atacam comunidades agrícolas, com sequestros e violência; grupos jihadistas como Boko Haram e ISWAP atuam no Norte, com o governo federal pouco presente. Um grupo emergente, Lakurawa, aparece no noroeste, ligado à aliança JNIM, da África Ocidental. A Nigéria figura no sétimo lugar na LMP 2026.

Este cenário reforça a necessidade de vigilância, proteção e solidariedade às famílias atingidas. A cada relato, fica claro que a perseguição não é apenas uma estatística, mas uma crise humana que afeta comunidades inteiras e a fé em uma nação.

Como você vê a situação dos cristãos na Nigéria e no mundo? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e junte-se à conversa sobre fé, proteção e esperança em tempos difíceis.

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