O Kremlin classificou as sanções dos EUA contra Cuba como medidas asfixiantes que agravam a crise energética na ilha. O porta-voz Dmitri Peskov enfatizou que A situação em Cuba é realmente crítica e disse que Moscou busca soluções com aliados cubanos para oferecer ajuda prática.
A Rússia acusa Washington de impor medidas que dificultam ainda mais a economia cubana, já pressionada pela suspensão do fornecimento de petróleo pela Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Autoridades cubanas informaram que o fornecimento de querosene ficará suspenso por um mês, obrigando operadoras de voos a realizar escalas técnicas para manter o abastecimento.
Para enfrentar a crise, Cuba anunciou medidas de emergência como semana de trabalho de quatro dias e teletrabalho no setor estatal, além de restrições na venda de combustíveis. Também houve redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias e fechamento de alguns estabelecimentos turísticos.
Depois que a Venezuela cortou o abastecimento, Donald Trump assinou decreto que permite tarifas a países que vendem petróleo a Havana, e afirmou que o México, fornecedor desde 2023, deixará de fazê-lo. Washington alega tratar-se de uma ameaça excepcional; Havana, por sua vez, acusa a administração norte-americana de buscar asfixiar a ilha.
Em síntese, o embate entre EUA, Rússia e Cuba sobre energia e sanções evidencia como a crise cubana pode se tornar um tema regional relevante, com Moscou buscando apoio para mitigar impactos. E você, qual a sua leitura sobre o papel dos EUA na situação cubana e as respostas de Moscou? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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