Viradas de mesa: times que escaparam do rebaixamento no tapetão

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Meta descrição: Análise concisa sobre as “viradas de mesa” no futebol brasileiro, episódios em que decisões judiciais alteram rebaixamentos e resultados de campo, com casos emblemáticos, o papel do STJD e as implicações para o regulamento das competições.

No Brasil, a expressão virada de mesa descreve episódios em que tribunais alteram resultados conquistados dentro de campo, geralmente por infrações administrativas ou regulatórias. A base dessas punições está no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em especial o art. 214, que pode levar à perda de pontos pela escalação irregular de atletas. Na prática, isso pode significar a retirada de vitórias, empates ou rebaixas, alterando a classificação final da competição.

O que move essas decisões é a avaliação de irregularidades que teriam impacto disciplinar ou esportivo, como escalação de atletas que não cumprem suspensão ou outros requisitos regulamentares. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) atua como órgão máximo da justiça desportiva no Brasil, julgando infrações e disputas de âmbito nacional com base no CBJD. Suas deliberações impõem regras que os clubes concordaram em seguir ao se inscreverem no campeonato.

Caso Fluminense (1996): após terminar o Brasileirão de 1996 na última posição, o Fluminense ganhou notoriedade quando um escândalo envolvendo irregularidades de arbitragem envolveu clubes rivais. A crise de credibilidade levou à anulação do sistema de rebaixamento daquele ano, salvando o Tricolor e o Bragantino da queda.

Caso Sandro Hiroshi (1999): o Botafogo se beneficiou de uma decisão judicial quando o São Paulo foi punido pela escalação irregular do atacante Sandro Hiroshi, que tinha idade adulterada. A punição paulista alterou a tabela, salvando o Botafogo e rebaixando o Gama, o que gerou polêmica e impactos que levaram à criação da Copa João Havelange no ano seguinte.

Caso Gama (2000): inconformado com o rebaixamento de 1999, o Gama recorreu à justiça comum e conseguiu uma liminar para disputar a primeira divisão em 2000. A decisão judicial paralisou a organização do campeonato pela CBF, o que abriu espaço para a criação da Copa João Havelange, composta por módulos que permitiram a recuperação de equipes como Fluminense e Bahia para a elite.

Caso Héverton (2013): um dos episódios mais polêmicos envolve a Portuguesa. Na última rodada do Brasileirão de 2013, o meia Héverton entrou em campo em condições suspensas, segundo denúncia no STJD. A punição de quatro pontos ajudou a Portuguesa a cair para a zona de rebaixamento, beneficiando o Fluminense. Em rodada semelhante, o Flamengo também teve punição por atleta irregular, mas sem rebaixamento direto por ter margem maior na tabela.

O STJD é o órgão responsável por julgar infrações disciplinares e disputas nas competições nacionais, aplicando o CBJD para garantir isonomia e legalidade. Embora muitas vezes pareçam interferência no resultado, essas decisões refletem a aplicação rigorosa das regras que os clubes concordaram em seguir. As viradas de mesa continuam a ser um tema controverso, evidenciando a tensão entre o que acontece dentro de campo e a rigidez regulatória que governa o futebol brasileiro.

As decisões que alteram rebaixamentos destacam a complexa relação entre desempenho técnico e a aplicação das regras. Casos como os de Portuguesa, Fluminense e Gama são amplamente discutidos em debates sobre justiça desportiva, fair play e a necessidade de profissionalização administrativa dos clubes, servindo como lembrete de que, no Brasil, o campeonato nem sempre termina com o apito final.

Se você acompanha futebol, já refletiu sobre como decisões judiciais podem mudar a história de uma temporada? Compartilhe nos comentários sua visão sobre a justiça desportiva, fair play e os impactos dessas viradas de mesa no legado do futebol brasileiro.

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