Câmara aprova criação das universidades do esporte e dos indígenas

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10/2), a criação das universidades federais do Esporte e dos povos indígenas. Os textos seguem agora para o Senado.

Conforme as propostas, as criações não terão impacto orçamentário imediato, pois os cargos de direção e coordenação virão da reorganização de vagas já existentes no Ministério da Educação. As vagas de professores e técnicos administrativos foram previamente autorizadas e incluídas no Orçamento.

O texto é de autoria do Executivo. As duas instituições terão sede em Brasília (DF), mas o texto autoriza a instalação de campus em outras regiões do país.

Universidade Federal Indígena (Unind) oferecerá cursos de graduação e pós-graduação em áreas estratégicas para os povos originários, com foco em gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e formação de professores, entre outras. A Unind também deverá produzir conhecimento científico em diálogo com saberes tradicionais, valorizando culturas, histórias e línguas indígenas e formando profissionais comprometidos com a autonomia e os direitos dos povos originários.

Já a Universidade Federal do Esporte (UFesporte) terá como missão promover ensino, pesquisa, extensão e inovação na área da Ciência do Esporte. A proposta prevê formação de profissionais para gestão de políticas públicas esportivas, treinamento de atletas (incluindo alto rendimento), inclusão de pessoas com deficiência e promoção da equidade de gênero e étnico-racial, além de combater discriminação, racismo e violência no esporte. Os cursos abrangerão áreas como Ciência do Esporte, Educação Física, Gestão do Esporte e do Lazer, Medicina Esportiva e Reabilitação, Gestão e Marketing Esportivo e Nutrição Esportiva, entre outras. As atividades acadêmicas devem começar em 2027, com oferta inicial de cursos de graduação e pós-graduação.

A criação das duas instituições busca fortalecer a formação de profissionais para o esporte e para os povos originários, ampliando a oferta acadêmica e o diálogo entre saberes tradicionais e acadêmicos, com abertura para campi em outras regiões.

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