Crianças no Laos são alfabetizadas com a Bíblia

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Noy, 31 anos, é pai de dois filhos e cresceu em uma localidade animista no Laos, onde rituais e magia negra compõem a rotina diária. A família seguia tradições ancestrais, acreditando que oferendas aos espíritos trariam proteção e bênçãos.

Tudo mudou quando o avô de Noy, um dos únicos cristãos da localidade, lhe apresentou o evangelho. Após as pregações e orações, toda a família abandonou as crenças animistas e se converteu ao cristianismo em 2003.

Como resultado, o número de cristãos na localidade cresceu rápido. Cerca de metade das famílias tornou-se cristã, mas esse crescimento chamou a atenção das autoridades locais.

Os chefes da vila ordenaram que todos os cristãos renunciassem à fé. Eles se recusaram, mas pagaram um alto preço: o pai de Noy, líder cristão respeitado na localidade, foi alvo de uma trama de envenenamento. Vizinhos, sob ordens, marcavam encontros com ele, oferecendo bebidas que o envenenaram; o plano funcionou e o líder morreu.

“Não tenha medo daqueles que matam o corpo, porque eles não podem matar o espírito” foi repetido pelo pai de Noy, que ensinou a amar ao Senhor e manter a fé a qualquer custo. Essas palavras tornaram-se o alicerce dele.

Em 2010, policiais e moradores da localidade confiscaram animais, campos de arroz e plantações dos cristãos. Em seguida, as famílias cristãs foram retiradas dos registros da vila, o que invalidava seus documentos e dificultava o acesso a serviços públicos, como hospitais.

Nem todas as famílias resistiram às pressões; algumas abandonaram o cristianismo. “Apenas 11 famílias cristãs permaneceram na localidade. A perseguição nunca tinha fim”, relata Noy. Ainda em 2010, soldados armados cercaram as casas dos cristãos e os ameaçaram com expulsão se não abandonassem a fé; as casas foram destruídas uma a uma.

Os cristãos foram expulsos da vila e, nos anos seguintes, viram-se obrigados a abandonar seus abrigos novamente. Em 2024, Noy recebeu uma direção do Senhor em favor das crianças. No Laos, há escolas onde crianças cristãs são obrigadas a sentar no chão ou, às vezes, proibidas de frequentar as aulas.

Pensando nisso, Noy começou a dar aulas de alfabetização para crianças sem acesso à educação, usando a Bíblia como base para o ensino do idioma. Recentemente, parceiros locais conheceram seu ministério e doaram mesas e cadeiras para equipar a sala de aula. Nomes alterados por segurança. Fonte: Portas Abertas.

Essa história mostra a coragem da fé diante da perseguição e o papel da educação na transformação da localidade. É um relato fiel às informações da Portas Abertas sobre cristãos no Laos e o esforço de manter crianças aprendendo mesmo em condições adversas.

E você, o que pensa sobre fé e educação em contextos de perseguição? Compartilhe suas opiniões nos comentários e contribua para o diálogo sobre esse tema tão relevante.

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