O dólar operava em alta nesta terça-feira (10/2), com investidores de olho em dados econômicos do Brasil e nas falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em evento em São Paulo.
Entre os destaques da agenda, estão a divulgação dos dados de janeiro do IPCA pelo IBGE e a participação de Haddad em conferência promovida pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Mercado cambial: às 9h08, o dólar avançava 0,15%, cotado a R$ 5,194. A sessão chegou a R$ 5,201, com mínima de R$ 5,191. Na véspera, encerrou em R$ 5,188; o patamar é o mesmo visto em 28 de maio de 2024, também alcançado neste começo de janeiro. O dólar acumula queda de 1,14% em fevereiro e de 5,48% frente ao real em 2025.
Ibovespa: as negociações do principal índice da B3 começaram às 10h. No pregão anterior, o índice fechou em alta de 1,8%, aos 186.241,15 pontos, registrando o recorde de fechamento. No mês, a bolsa já acumula valorização de 2,69% e, no ano, 15,59%.
IPCA de janeiro: o IBGE informou que o IPCA fechou o mês em 4,44% (variação anual) e 0,33% (mensal). O mercado esperava 4,43% e 0,32%. Em dezembro, o IPCA ficou em 4,26% (anual) e 0,33% (mensal). A projeção para o fim de 2026 fica em torno de 3,97% pelos analistas, enquanto o governo aponta 3,6%. A meta para 2026 é 3%, com variação de ±1,5 ponto percentual; o IPCA é o termômetro oficial da inflação usado pelo BC para orientar a taxa Selic.
Haddad em São Paulo: o ministro participou de seminário promovido pelo BTG Pactual e já sinalizou que deve deixar o governo até o fim do mês; o mercado já precifica a possibilidade de Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, substituí-lo. No fim de semana, Haddad lançou um livro na capital paulista; na sexta-feira (6/2), esteve em Salvador, em evento do PT. Lula afirmou que Haddad, Alckmin e Tebet têm papel a cumprir nas eleições de outubro em São Paulo, reforçando a leitura de que Haddad é favorito do PT para governar o estado e pode disputar o Senado. Haddad já disse que não pretende concorrer a nenhum cargo em outubro, querendo contribuir com o programa de governo de Lula; ele disputou eleições anteriores (2016, 2018 e 2022), sem vitórias.
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