Redes sociais são julgadas nos EUA por tornarem crianças dependentes

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Meta description: Julgamento histórico em Los Angeles acusa Alphabet e Meta de projetarem redes sociais para tornar crianças dependentes, com depoimentos de Zuckerberg, Mosseri e Mohan. Precedentes podem redefinir responsabilidade civil das plataformas.

Palavras-chave: Alphabet, Meta, Mark Zuckerberg, Adam Mosseri, YouTube, Neil Mohan, redes sociais, crianças, dependência, responsabilidade civil, CDA, Los Angeles, depoimentos, depressão, transtornos alimentares.

O julgamento civil em Los Angeles contra Alphabet e Meta começou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, para decidir se as gigantes das redes sociais projetaram suas plataformas para tornar crianças dependentes. O processo busca responsabilizar civilmente os operadores por danos supostamente causados pelos seus algoritmos, algo até então visto como improvável no setor.

A presidência do tribunal ouviu que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Adam Mosseri, chefe do Instagram, devem depor em 18 de fevereiro. Também está prevista a presença de Neil Mohan, diretor do YouTube, pois a Alphabet é a empresa-mãe da plataforma, elevando o tema a um patamar de grande expectativa pública.

Segundo a ação, as plataformas mantêm um modelo de negócio baseado em algoritmos que privilegia conteúdos capazes de prender a atenção, com potenciais impactos negativos na saúde mental. O caso menciona depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídio, com base no relato de uma jovem identificada pelas iniciais K. G. M., que sofreu danos quando ainda era criança.

Os advogados autores comparam a estratégia das companhias à luta judicial contra o tabaco na década de 1990 e 2000, buscando responsabilizar as empresas por prejuízos causados aos usuários. A defesa tentou impedir esse paralelo, mas o Ministério da Justiça sustenta que a Lei de Decência nas Comunicações (CDA) não exime as plataformas de responsabilidade por danos a menores, principalmente quando há indícios de projeto deliberado de dependência.

Alphabet e Meta, que controlam algumas das redes sociais mais utilizadas, enfrentam acusações que já correm em dezenas de ações semelhantes. A equipe de advogados das vítimas afirma que o caso pode abrir precedente para outras ações no país, enquanto o Social Media Victims Law Center — que coordena mais de 1.000 casos desse tipo — ressalta a gravidade das alegações.

Este é um dos casos mais aguardados sobre a responsabilidade de plataformas digitais. O desfecho pode influenciar regras de uso de algoritmos e a proteção de menores no ambiente online, com impactos que vão além das partes envolvidas. Comente abaixo: você acredita que redes sociais devem ser responsabilizadas pelos impactos na saúde mental de jovens?

Queremos ouvir sua opinião sobre o tema. Compartilhe seus pensamentos nos comentários e explique como você enxerga o equilíbrio entre inovação tecnológica e proteção de usuários, especialmente crianças e adolescentes.

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