O julgamento de Rafael Souza, principal acusado do feminicídio da estudante Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos, acontece nesta terça-feira (10) em Feira de Santana, no Fórum Filinto Bastos, segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. O crime ocorreu no dia 15 de setembro de 2021, em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia.
Sashira Camilly foi morta a golpes de faca e por enforcamento, após ter sido dopada pelo ex-namorado. Na época, o caso ganhou repercussão no estado e levou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) a transferir o julgamento para Feira de Santana.
O réu responde por feminicídio qualificado, com três agravantes: motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A acusação de ocultação de cadáver também será analisada. A assistência de acusação será feita pelos advogados Luciana Silva e Frank Ribeiro. Para a defesa da vítima, o julgamento representa um marco no combate à violência contra a mulher.
Julgamento fora da cidade do crime. Ao site feirense, a advogada Luciana disse que a realização do júri fora de Vitória da Conquista reforça a mensagem de que o feminicídio não pode mais ser tolerado. “Esse julgamento em Feira de Santana é simbólico. Mostra para a Bahia e para o Brasil que a sociedade não aceita mais a morte de mulheres, especialmente de jovens que tiveram seus sonhos interrompidos por um crime tão cruel”, afirmou.
Expectativa por condenação. Ainda de acordo com a acusação, há expectativa de que todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público sejam confirmadas pelos jurados, com base em provas periciais, testemunhais e nos autos do processo. “A condenação não muda o passado, mas aponta para o futuro que queremos: um futuro em que o feminicídio não seja tolerado em nenhuma cidade do país”, concluiu a advogada.
Este caso reforça a importância de responsabilização firme contra crimes de violência contra a mulher e, mesmo com a distância entre as cidades envolvidas, evidencia o compromisso do sistema judicial em oferecer um julgamento justo e transparente. Compartilhe suas opiniões sobre o tema nos comentários e participe do debate público sobre a luta contra o feminicídio.

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