Proprietários denunciam tomada de fazenda em Prado por grupo armado; há ordem judicial que proíbe invasão

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Invasão armada toma posse de fazenda em Prado durante disputa de terra indígena

Proprietários da Fazenda Barra do Cahy, a poucos quilômetros de Cumuruxatiba, em Prado, denunciaram uma invasão armada com a justificativa de demarcação de terra indígena. O relato encaminhado à redação descreve violência, saques e descumprimento de uma ordem judicial. A proprietária solicita que a imprensa registre o caso.

A primeira invasão ocorreu na quinta-feira, dia 9. Homens encapuzados e portando fuzis renderam caseiros, roubaram pertences e danificaram o restaurante da fazenda. A Polícia Militar foi acionada, mas os invasores fugiram.

No dia seguinte, o grupo retornou em maior número, cerca de 30 homens, ainda mais armados. Eles incendiaram a porteira e conseguiram reentrar, tomando posse total da fazenda.

Segundo a proprietária, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) acompanham os invasores no local. Embora a área esteja em discussão judicial sobre demarcação, o processo ainda não teve desfecho.

A proprietária destaca que os donos possuem uma decisão judicial válida, o Interdito Proibitório, que proíbe invasões e garante a posse até o final do processo. Mesmo assim, trabalhadores foram expulsos de suas casas dentro da propriedade, e ninguém pode acessar o local. Existem animais no terreno, como cavalos, o que aumenta a preocupação com maus-tratos ou incidentes, principalmente porque parte da área é de preservação ambiental.

O relato descreve um cenário de medo, insegurança e desrespeito à lei, com o acesso à fazenda bloqueado.

A proprietária solicita apoio jornalístico para ampliar a visibilidade do caso e se coloca à disposição para fornecer documentos, registros, fotos e vídeos. A reportagem tentará ouvir a Polícia Civil, a Polícia Federal – órgão responsável por conflitos fundiários – e a FUNAI para ouvir as versões oficiais.

Por: Edvaldo Alves / Liberdadenews

E então, qual é a sua leitura sobre a tensão entre segurança de propriedades rurais e debates sobre demarcação de terra indígena na região? Deixe sua opinião nos comentários.

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