A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi) anunciou, nesta terça-feira (10), o conjunto de ações para o Carnaval 2026, com foco na ampliação dos canais de denúncia e acolhimento a vítimas de racismo e intolerância religiosa durante a festa. O lançamento ocorreu na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho.
Entre as novidades está a criação da Zuri, ferramenta de atendimento digital integrada ao WhatsApp do Centro de Referência em Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM). Baseada em inteligência artificial, a tecnologia permitirá que vítimas e testemunhas registrem ocorrências de forma remota, segura e acessível 24 horas por dia, pelo número (71) 3117-7448.
Durante o atendimento, o usuário terá acesso a link direto para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual e obterá informações sobre os serviços do CRNM, que oferecem acompanhamento jurídico, psicológico e social por meio de equipe multidisciplinar.
A Zuri realiza o registro inicial das denúncias, coleta informações essenciais, fornece orientações automáticas e encaminha os casos para acompanhamento especializado. A ferramenta fortalece a articulação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, integrando o CRNM, a Decrin e outros órgãos parceiros.
Batizada com um nome de origem africana, da língua swahili, que significa “bonita” ou “pessoa boa”, a Zuri simboliza acolhimento, cuidado, dignidade e respeito. Além de humanizar o primeiro atendimento às vítimas, a tecnologia organiza os dados de forma estruturada, permitindo a geração de relatórios e indicadores para subsidiar políticas públicas de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
O lançamento contou com a apresentação do grupo Os Negões e reuniu representantes do poder público, gestores estaduais e instituições parceiras. O evento reforçou o compromisso da Bahia com a promoção da igualdade racial e o combate a todas as formas de discriminação durante o Carnaval e ao longo do ano.
Como você vê as ações de combate ao racismo durante grandes eventos? Compartilhe sua opinião nos comentários e nos diga como a tecnologia pode ajudar a proteger pessoas contra discriminação em espaços públicos.

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