Toffoli foi citado diversas vezes em celular de Vorcaro, diz relatório da PF

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A Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com dados encontrados no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluindo menções ao ministro Dias Toffoli. A PF pediu a arguição de suspeição de Toffoli para atuar no processo, mas esse tipo de pedido, segundo o CPC, envolve o Procurador-Geral da República. Em nota, Toffoli classificou as alegações como ilegações e afirmou que a resposta será apresentada ao presidente da Corte.

O que está em jogo é o artigo 145 do Código de Processo Civil, que estabelece as situações em que um magistrado pode ser considerado suspeito. Entre elas estão ter ligação próxima com as partes ou advogados, receber presentes, aconselhar alguma das partes, financiar o custo do processo ou ter interesse direto na ação. O dispositivo também indica que a parte que alega a suspeição não pode induzir o juiz, além de prever que o magistrado pode declarar-se suspeito por foro íntimo, sem detalhar as razões.

Entretanto, o caso envolvendo o Banco Master ganhou contornos com a crise de liquidez que levou à liquidação extrajudicial de várias entidades do grupo. Em novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação do Master Bank, Master Investimento, Letsbank e Master Corretora. Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado, teve o encerramento forçado. A prática de oferecer CDBs com rentabilidade elevada, apoiada em operações de alto risco, contribuiu para inflar o balanço e aprofundar a queda de liquidez. O FGC iniciou, em 17 de janeiro, o processo de ressarcimento aos credores, com valores totais estimados em 40,6 bilhões de reais.

A íntegra da nota enviada pelo gabinete de Toffoli afirma que o pedido de declaração de suspeição é uma ilegação. Juridicamente, sustenta que a instituição não tem legitimidade para fazer o pedido, por não figurar como parte do processo, e que a resposta será apresentada ao presidente da Corte. Leia a íntegra da nota para entender o posicionamento do ministro.

Além do histórico do Master, o episódio expõe tensões entre tribunais, órgãos de controle e autoridades, num cenário de desinvestimento que impacta credores e investidores. O processo de ressarcimento pelo FGC continua, sinalizando um custo significativo para a confiança no sistema financeiro e para a gestão de crises em instituições do setor.

Quer saber mais sobre os desdobramentos dessas investigações e como podem impactar o setor financeiro brasileiro? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte o que você pensa sobre a relação entre autoridades, bancos e governança financeira no Brasil.

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