Dívida de Edilson Capetinha chega a R$ 13,2 milhões na Justiça do Trabalho e equivale ao triplo do prêmio do BBB 26

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O ex-jogador Edilson Capetinha enfrenta uma dívida trabalhista de R$ 13,2 milhões, valor que supera mais de três vezes a premiação máxima do BBB 26, fixada em R$ 5,4 milhões, segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª região (TRT-BA). Do total devido, R$ 11,4 milhões referem-se a cobranças de processos trabalhistas ainda em aberto e R$ 1,8 milhão a tributos incidentes sobre as execuções, conforme detalhado pelo TRT-BA. Os débitos resultam de dez processos movidos contra empresas das quais Edilson é sócio.

As ações trabalhistas foram inicialmente propostas contra quatro empresas do ex-jogador, entre elas a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder. Durante as investigações, a Justiça incluiu no polo passivo outras seis empresas registradas em nome do atleta. Sem bens suficientes para quitação, o juízo aprovou a desconsideração da personalidade jurídica, redirecionando as execuções para as pessoas físicas Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira. O material foi analisado pelo advogado trabalhista Rafael Prazeres Maresti.

Em nota enviada à reportagem, a defesa de Edilson afirmou que ele enfrentou um cenário de má gestão à frente dos negócios. A equipe jurídica disse ainda que o ex-atleta não está evitando o problema e que, antes de ingressar no BBB 26, procurou os reclamantes para apresentar um “plano de pagamento” baseado em contratos publicitários que poderão ser firmados nos próximos meses. A possibilidade de penhora de prêmios obtidos no reality show é prevista no regime de Execução e Expropriação Forçada (REEF).

Entre 2016 e 2020, uma comissão de advogados atuou em nome de 32 reclamantes, reunindo 28 ações contra as empresas de Edilson. Até o momento, 18 ações foram quitadas por meio de pagamentos ou penhoras, totalizando R$ 56 milhões. Ivana Solon, ex-mulher, e Matheus Solon, filho, também já figuraram como devedores. Com a ausência de bens em nome do ex-jogador, a Justiça penhorou bens de familiares, incluindo uma casa pertencente à mãe dele, Maria de Lourdes da Silva Ferreira. Em 2020, um crédito de R$ 80 mil foi quitado por meio da penhora de uma mansão avaliada na época em R$ 3 milhões. A existência de uma comissão de credores estabelece a prioridade de pagamentos, e Alan Barbosa chegou a receber, antes, o valor devido. O TRT-BA aponta que não houve qualquer contato do devedor com o tribunal para negociações, abrindo espaço para nova avaliação patrimonial após a participação de Edilson no BBB 26.

Em síntese, o caso mostra uma longa batalha judicial envolvendo desconsideração da personalidade jurídica, penhoras de bens de familiares e a possibilidade de penhora de prêmios no BBB 26. A tramitação segue com recorrentes defesas e possíveis novas medidas de cobrança conforme o desfecho das etapas judiciais. E você, o que pensa sobre esse tipo de cobrança? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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