Durante coletiva antes da abertura oficial do Carnaval de Salvador, em 12 de fevereiro, a deputada federal Lídice da Mata (PT) tratou das investigações do Caso Banco Master e das suposições de opositores que apontam possíveis vínculos entre o governo Lula e o caso.
Ela afirmou que, do ponto de vista quantitativo, há mais pessoas identificadas com o bolsonarismo entre os envolvidos do que com o governo federal, e criticou a tentativa de vincular o governo às acusações contra o ministro Dias Toffoli, destacando que ele já enfrentou governos e não tem vínculos com partidos ou com o governo.
Para Lídice, relações entre agentes econômicos e políticos são comuns e, isoladamente, não configuram irregularidade. O foco da apuração, disse, deve ser quem tenha indícios de ter promovido ou ajudado nesse suposto escândalo, envolvendo o Banco Master.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após irregularidades financeiras que culminaram na prisão do proprietário Daniel Vorcaro. Entre as irregularidades, estavam a venda de CDBs com taxas de retorno de até 140% do CDI, algo que o banco não conseguiu honrar.
Em nota pública divulgada também nesta quinta-feira (12), o ministro Dias Toffoli negou qualquer relação pessoal ou financeira com Vorcaro e buscou esclarecer sua relação com a empresa Maridt. Segundo Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Toffoli teria recebido dinheiro da Maridt, que vendeu, em 2021, participação no resort Tayayá para um fundo ligado aos negócios de Vorcaro; mensagens sobre essa operação apareceram na perícia da Polícia Federal.
É preciso acompanhar os desdobramentos desses casos e o impacto sobre as instituições do país. E você, qual a sua leitura sobre as investigações, as ligações entre economia e política, e o papel da democracia? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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