Ataque contra dois pastores em Pallisa, Uganda, deixa a região em alerta. Dois pastores da Igreja Nova Vida em Pallisa, a cerca de 200 quilômetros ao nordeste de Kampala, receberam alta no domingo, 8 de fevereiro, após serem espancados por cinco homens mascarados durante o retorno de uma vigília de oração às 4h da manhã do dia 30 de janeiro. Eles foram acusados de blasfêmia e de tentar converter muçulmanos.
Confronto e lesões No acostamento da rodovia Pallisa-Mbale, perto de Osupa, os agressores, armados com paus e facas, acusaram os pastores de mentir sobre Alá, de pregar que Alá tem um Filho e de converter fiéis, segundo o relato de Okoel. Um golpe próximo à boca o deixou desmaiado.
Ferimentos e socorro O pastor auxiliar Abraham Omoding sofreu fratura no braço, teve dois dentes arrancados e foi espancado nas costas. Um veículo que passava parou, piscou os faróis e, ao ver a cena, os agressores fugiram. Os pastores foram levados a uma clínica próxima e, posteriormente, transferidos para o Hospital Regional de Mbale para tratamento adicional.
Reações locais e contexto Líderes religiosos e moradores expressaram profunda preocupação com o ataque. Um vizinho, que pediu anonimato, descreveu o episódio como perturbador e pediu investigação para garantir justiça. O incidente evidencia tensões religiosas na região leste da Uganda. Os muçulmanos representam cerca de 12% da população, com maior concentração nessa região. A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa e o direito de propagar a fé e de converter de religião.
Situação policial Até o momento da publicação, a polícia não havia se manifestado e nenhuma prisão havia sido anunciada. Os pastores pretendem registrar o ataque às autoridades assim que puderem.
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