No sorteio realizado pelo STF na noite de quinta-feira (12), o ministro André Mendonça foi escolhido como o novo relator da investigação que apura possíveis fraudes cometidas pelo Banco Master, substituindo Dias Toffoli.
A decisão de Toffoli de deixar a relatoria foi tomada após uma longa reunião comandada pelo presidente do STF, Edson Fachin, com a participação de todos os ministros. A reunião teve início por volta das 16h15 e terminou às 19h, com pausa, retomando as conversas das 20h até as 20h30.
Mendonça herdará todas as provas e atos relacionados ao processo do Banco Master. A saída de Toffoli e o sorteio de um novo relator ocorreram após a reunião com todos os magistrados.
Os magistrados rejeitaram a ação que poderia afastar Toffoli da relatoria; Toffoli pediu que o presidente da Corte promovesse um novo sorteio. Em nota assinada por todos os 10 ministros, o colegiado expressou apoio a Toffoli e rejeitou indícios de suspeição.
“Respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, diz o texto assinado pelos ministros.
Segundo a jornalista Monica Bergamo, durante a reunião, os ministros criticaram a Polícia Federal por investigar Toffoli sem autorização. Segundo fontes citadas, o novo relator, André Mendonça, teria feito a crítica mais contundente, com a maioria dos magistrados concordando.
Para investigar um integrante do Supremo, a PF precisa de autorização da própria Corte. O relatório entregue pela PF a Fachin mostra que os indícios apresentados contra Toffoli não foram encontrados por acaso.
Em resumo, Mendonça assume o caso, Toffoli conteve o apoio da maioria e a PF recebe críticas internas pela forma como conduziu a investigação.
E você, o que acha da escolha de Mendonça como relator e da atuação da PF neste episódio? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

Facebook Comments