O que vai mudar no carnaval de SP após tumulto com megabloco na Consolação

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Carnaval de São Paulo: novas medidas de segurança e controle de megablocos entram em vigor

O carnaval em São Paulo enfrenta o desafio de evitar novos tumultos nos megablocos após os incidentes do fim de semana. A prefeitura e a Secretaria da Segurança Pública anunciaram medidas para reorganizar os circuitos, ampliar a vigilância e melhorar o fluxo de foliões, com foco especial no Ibirapuera, Consolação e região central, onde houve maior afluxo de pessoas.

Entre as ações estão o aumento do efetivo das forças de segurança nos megablocos, com 5.200 policiais diários nas ruas, além de monitoramento em tempo real. A prefeitura também informou que todos os circuitos de megablocos terão controle de acesso com revistas por seguranças, apoio da GCM e da Polícia Militar, e observação por 482 câmeras do Smart Sampa e 23 drones.

Outra medida anunciada é o controle de entrada de público nos megablocos assim que a capacidade máxima do circuito for atingida, com gradis móveis para restringir a entrada de novas pessoas, sem atrapalhar a saída. Também passaram a existir postos de saúde dentro dos circuitos, reforçando o atendimento aos foliões.

Foi reconhecido que o tumulto em Consolação ocorreu por excesso de paradas no bloco Skol, com destaque para o DJ Calvin Harris. Por isso, houve anúncio de que um representante da prefeitura ficará dentro dos trios para coordenar o andamento dos carros, evitando novas interrupções. Em outra frente, a Secretaria de Segurança afirma que medidas de prevenção devem evitar aglomerações prolongadas em pontos sensíveis.

O maior circuito dos megablocos é o do Ibirapuera, que terá até três desfiles por dia. O trajeto recebeu ajustes de saída, com rotas alternativas pela Avenida Pedro Álvares Cabral, pela Assembleia Legislativa e pela Rua Abílio Soares. Postos de saúde também foram reposicionados dentro do próprio circuito, e estudos anteriores indicam capacidade para cerca de 290 mil pessoas na área próxima ao trio elétrico, com variação de densidade ao longo do percurso.

Além disso, a gestão municipal retirou tapumes ao redor da Praça Franklin Roosevelt no centro, com ajustes de fluxo de ambulâncias na Consolação. A concessionária Via Quatro informou que poderá adotar medidas de controle de fluxo, incluindo o fechamento temporário de acessos, caso a concentração de público exceda os limites de segurança. O objetivo é manter o deslocamento seguro entre as opções de transporte público.

O plano também prevê tapumes em áreas consideradas vulneráveis para proteger prédios públicos, após depredações verificadas no fim de semana anterior. A CET pretende antecipar o bloqueio de ruas onde os megablocos passam para facilitar a organização dos desfiles e o controle de público, reduzindo riscos de incidentes.

Associações de bairros do centro denunciam que as ruas não suportam multidões e defendem blocos menores, com deslocamento para vias mais largas como a Avenida do Estado. Líderes comunitários ressaltam que o centro histórico não comporta grandes aglomerações sem prejuízo ao patrimônio e à convivência local, pedindo alternativas para o carnaval de rua na região.

Depois da folia, a cidade tem de lidar com os estragos: canteiros pisoteados, praças danificadas e área de passeio prejudicada. Autoridades afirmam que a estrutura está preparada para recuperar os espaços rapidamente, mas destacam que a segurança das pessoas continua sendo prioridade. A expectativa é de que as medidas adotadas melhorem a organização e evitem novas situações de risco.

E você, o que acha das mudanças para o carnaval de rua em São Paulo? Deixe sua opinião nos comentários sobre o equilíbrio entre diversão, organização e segurança nas megablocos paulistanos.

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