A Taxa das Blusinhas, cobrança sobre compras internacionais de até US$50, atingiu um recorde de arrecadação em 2025, chegando a cerca de R$ 5 bilhões, mesmo com a queda do volume de encomendas. O debate se intensifica entre proteger a indústria nacional e ampliar o acesso a itens de moda importados.
Do ponto de vista econômico, a medida faz sentido: corrige distorções tributárias, atende a uma demanda antiga do setor brasileiro e nivela as regras entre marcas nacionais e plataformas estrangeiras. A política também trouxe um dado significativo: a queda de 29% em junho de 2025 nas compras de itens estrangeiros de até US$50, demonstrando o impacto sobre o mercado.
Compras de itens estrangeiros de até US$50 registraram queda de 29% em junho de 2025.
Para uma parcela significativa da população, especialmente com menor poder aquisitivo e fora dos grandes centros, as compras internacionais online continuam sendo uma solução: plataformas como Shein, AliExpress e Temu oferecem roupas a preços acessíveis. Além disso, essa oferta amplia a diversidade de modelos e tamanhos, atendendo a necessidades que o mercado local nem sempre entrega na mesma escala.
Quando essa porta se fecha ou se torna mais cara, a democratização da moda fica comprometida. Proteger a setor industrial nacional é urgente e incentivar a produção local é essencial, mas nenhuma dessas metas se sustenta sem um debate amplo sobre acesso, distribuição e diversidade em um Brasil com realidades regionais distintas.
Em síntese, a taxa busca corrigir desigualdades, mas requer equilíbrio entre custo, acesso e representatividade. O futuro da moda brasileira depende de políticas que fortaleçam a indústria, ampliem a oferta local e mantenham a escolha para moradores de diferentes regiões.
Como você enxerga esse equilíbrio entre proteger a indústria e manter o acesso a opções de moda a preços competitivos? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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