Buraco negro emite 1 trilhão de vezes mais energia que Estrela da Morte

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo SEO: o fenômeno de ruptura de marés AT2018hyz, ligado a um buraco negro supermassivo, segue surpreendendo. Detectado originalmente em 2018, ele vem ganhando energia ao longo dos anos, com previsão de atingir um pico em 2027 e emitir energia até então inimaginável, inclusive superior a uma explosão de raios gama.

Quando uma estrela passa perto de um buraco negro supermassivo, a força gravitacional a despedaça em um processo conhecido como evento de ruptura das marés (TDE). Nessa sequência, a estrela é “espaguetificada” e brilha fortemente; o brilho decai com o tempo, a menos que jatos de material remanescente alimentem o sistema.

No caso de AT2018hyz, a energia começou a subir de forma notável em 2022 e, desde então, continua aumentando. A cada novo dado, fica mais claro que o objeto mantém uma espécie de digestão cósmica em curso, com o material estelar remanescente sendo expelido em jatos que carregam a energia detectável pelos observatórios.

“Isso é realmente incomum. Seria difícil imaginar algo subindo dessa forma por um período tão longo”

A descoberta foi liderada por Yvette Cendes, astrofísica da Universidade de Oregon, e o estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal no início de fevereiro. O esforço combinou dados de radiotelescópios no Novo México e na África do Sul para rastrear a emissão de energia do buraco negro.

Os pesquisadores confirmaram que o objeto está cerca de 50 vezes mais brilhante do que em 2018. A expectativa é que o pico energético ocorra em 2027, com o jato digestivo emitido em uma única direção, não alinhado com a Terra, o que ajuda a explicar a detecção tardia.

Ao medir o fluxo atual, os cientistas encontraram uma potência equiparável à de uma explosão de raios gama. Em termos comparativos, o buraco negro supermassivo envolvido pode emitir pelo menos um trilhão de vezes mais energia do que a Estrela da Morte de Star Wars operando plenamente. Esta é a primeira vez que TDEs com essas características são identificados, abrindo a possibilidade de que outros eventos similares existam pelo Universo e mereçam novas buscas.

O estudo aponta, ainda, que o jato de material não está voltado para a Terra, o que dificulta observações diretas, mas reforça a importância de monitorar o céu com múltiplos observatórios para captar as fases de energia futuras e entender melhor como esses ataques cósmicos acontecem.

Este é um marco na astrofísica: ativando a hipótese de que existem outros eventos de ruptura de marés com potencial de grande brilho ao redor do cosmos, o que pode ampliar nossa visão sobre o comportamento de buracos negros e alimentação de energia no universo. E você, o que acha dessa frente de pesquisa sobre TDEs energéticos?

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Associação do rifle que recebeu emendas é ligada à família imperial

Resumo direto: A Associação Nacional do Rifle (ANR), ligada a simpatizantes do monarquismo e com Dom Bertrand de Orleans e Bragança como patrono,...

Governo avalia uso do FGTS para quitar dívidas, diz Durigan

Resumo em destaque: o governo avalia liberar o uso do FGTS para quitar dívidas como parte de um novo pacote de crédito. A...

Por que defesa de coronel réu por feminicídio levou caso Gisele ao STJ

Resumo em síntese: a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto moveu a discussão sobre quem deve julgar o caso da morte da...