EUA abordam navio petroleiro Veronica III ligado à Venezuela no Oceano Índico
As forças militares dos Estados Unidos abordaram o petroleiro Veronica III no Oceano Índico, após rastreio desde o Mar do Caribe, em uma operação voltada a coibir o transporte de petróleo sancionado ligado à Venezuela, informou o Pentágono neste domingo, 15 de fevereiro de 2026.
A Venezuela depende há anos de uma frota paralela de navios com bandeiras falsas para inserir seu petróleo nas cadeias globais de abastecimento, contornando as sanções impostas pelos EUA. Em dezembro, o presidente Donald Trump ordenou a quarentena de petroleiros sancionados para pressionar Nicolás Maduro, que foi capturado em janeiro durante uma operação militar americana.
Vários navios deixaram a costa venezuelana após a captura de Maduro, incluindo o Veronica III. Em publicação na rede X, o Departamento de Defesa informou que tropas americanas embarcaram no petroleiro em uma operação de “direito de visita, interdição marítima e abordagem”. Segundo o Pentágono, a embarcação tentou desafiar a quarentena do presidente Trump, mas foi rastreada do Caribe ao Oceano Índico e interceptada.
O Veronica III é um navio de bandeira panamenha sujeito a sanções dos EUA relacionadas ao Irã, conforme o Tesouro americano. A plataforma TankerTrackers.com informou que o petroleiro deixou a Venezuela em 3 de janeiro, transportando quase 2 milhões de barris de petróleo bruto e óleo combustível. A organização afirma que, desde 2023, o navio tem movimentado cargas ligadas à Rússia, ao Irã e à Venezuela.
O Pentágono não informou se o Veronica III foi formalmente apreendido e colocado sob controle dos EUA. Na semana anterior, militares americanos já haviam abordado outro petroleiro sancionado no Oceano Índico, o Aquila II, que segue retido enquanto o governo decide seu destino.
Este episódio evidencia a continuidade das medidas norte-americanas para frear o transporte de petróleo sancionado, pressionando o governo venezuelano e restringindo rotas de abastecimento globais.
O que você pensa sobre os esforços dos EUA para controlar o fluxo de petróleo sancionado e seus impactos no comércio mundial? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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