O cantor Márcio Victor comentou, neste domingo de Carnaval, sobre suas raízes e a ligação com o samba, ritmo homenageado na edição deste ano da festa. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele relembrou a influência do Engenho Velho de Brotas, bairro onde nasceu, na formação de sua trajetória musical.
Durante a conversa, ele prestou homenagem a Neguinho do Samba, referência fundamental para o samba-reggae e para a música baiana. “É muito importante. Hoje estou homenageando Neguinho do Samba. Foi desse samba que formou o Olodum, que formou a Didá.” Ele lembrou ainda que Neguinho também foi músico de samba junino, assim como ele, Carlinhos Brown e Jorjão Bafafá, que é seu mestre.
Márcio destacou ainda que o Engenho Velho de Brotas é um verdadeiro celeiro de talentos, especialmente entre as periferias da cidade, onde a musicalidade se fortalece. “A gente tem o Engenho Velho de Brotas, como em todas as periferias, que é um celeiro de musicalidade”, afirmou, reforçando a força cultural das regiões na construção da identidade musical da Bahia.
O cantor também pediu maior reconhecimento aos artistas do pagode, gênero herdeiro direto do samba junino. “O pagode é filho do samba. Peço mais reconhecimento para mim e para todos os outros do movimento, para que a gente crie novos artistas. O Psirico é filho do samba junino. Até hoje a gente faz no Engenho Velho o nosso movimento no São João, que é incrível.”
Agora, queremos saber a sua opinião: qual é a relação entre samba, samba-reggae e pagode na Bahia? Deixe seu comentário e compartilhe como você percebe a influência desses ritmos na cena musical local.

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