Estudante enfrenta até 10 anos de prisão por postagem “transfóbica” em rede social

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Isadora Borges é uma estudante universitária cuja situação pode gerar até 10 anos de prisão por publicações sobre identidade de gênero. Em julgamento no tribunal federal, o caso questiona se seus comentários configuram crime de transfobia, alimentando o debate sobre liberdade de expressão online no Brasil em 2026.

As postagens, de novembro de 2020, quando Borges tinha 34 anos e era estudante de veterinária na Paraíba, diziam que pessoas que se identificam como mulheres trans “obviamente nasceram homens” e que cirurgias ou hormônios não alteram o DNA de nascimento. Publicadas na X (anteriormente Twitter), as declarações deram origem a uma denúncia à Polícia Federal pela política Erika Hilton e a uma investigação criminal por dois crimes de transfobia.

As acusações, dois crimes de transfobia, têm pena prevista de dois a cinco anos para cada crime e foram notificadas formalmente em setembro de 2025. Na audiência desta semana, o foco foi entender se as declarações eram opiniões pessoais ou expressões de discriminação. A defesa recebeu cinco dias para apresentar conclusões escritas antes de uma decisão.

A repercussão ganhou dimensão após o empresário Elon Musk republicar comentários sobre o tema na plataforma X, ampliando o interesse internacional pelo caso e pelo debate sobre liberdade de expressão online no Brasil. A defesa de Borges afirma que o tribunal deve reconhecer o direito de expressar opiniões pacíficas sem sofrer punições criminais.

O processo ocorre dentro do arcabouço legal definido pela decisão de 2019 do Supremo Tribunal Federal, que equiparou transfobia à ideia de racismo e ampliou a proteção a orientação sexual e identidade de gênero. Casos recentes, como os da influenciadora Isabella Cepa (investigada em 2025) e Nine Borges (investigação por um vídeo no Instagram criticando o financiamento de organizações pró-LGBT), além do pastor Douglas Baptista — com acusações arquivadas — ajudam a entender esse cenário.

Outros capítulos envolvem políticos questionando restrições à expressão, como o senador Eduardo Girão e deputados, além de debates sobre censura de plataformas online durante eleições. Analistas, entre eles Mary Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal, veem na decisão do STF uma expansão do poder judiciário que pode impactar a liberdade de expressão. O caso de Isadora Borges tornou-se um marco nesse debate entre direitos, discurso e aplicação da lei no ambiente digital.

Como você percebe esse embate entre liberdade de expressão e proteção contra a transfobia no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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