Lucas Pinheiro viu o sonho de conquistar duas medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terminar na primeira descida do slalom, ao escorregar na pista sob neve forte e pouca visibilidade no Stelvio Ski Centre.
No slalom, o brasileiro foi o sexto a descer, abriu com tempo acima do líder Atle Lie McGrath e, ao longo da descida, acelerou para melhorar as parciais. Na metade do percurso, perdeu aderência em uma curva, escorregou e não conseguiu concluir a prova.
Como o slalom soma os tempos de duas descidas, a queda significou a eliminação automática de Pinheiro.
Após a prova, o atleta comentou as condições adversas: neve constante desde o início, tornando o trajeto mais técnico e imprevisível. A visibilidade dificultou a leitura da textura e do terreno, exigindo leitura pela intuição.
“A visibilidade é difícil. Você não tem ajuda para ler a textura e o terreno da neve, e precisa se conectar com o seu coração para esquiar com intuição”, afirmou Pinheiro, relatando a luta pela coordenação na metade da descida.
A primeira descida reuniu 96 atletas, com apenas 46 avançando à segunda etapa e 50 não completando o percurso.
Ouro histórico para o Brasil veio no slalom gigante, no último sábado, quando Pinheiro venceu com o tempo total de 2 min 25 s, 0,58 s à frente do suíço Marco Odermatt, segundo colocado.
Essa conquista destacou o Brasil no esqui alpino mundial e consolidou o nome de Pinheiro entre os melhores da modalidade.
E você, o que achou do desempenho de Pinheiro neste capítulo de Milão-Cortina 2026? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro do esqui brasileiro.

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