A Acadêmicos de Niterói abriu o Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem ao presidente Lula, que gerou vaias de parte da Sapucaí e aplausos de outros espectadores. A apresentação ironizou o bolsonarismo e destacou programas sociais do PT, em meio à expectativa pela presença da primeira-dama Janja, que acabou não ocorrendo. O próprio Lula subiu à avenida e desceu à pista para beijar o pavilhão da escola.
O enredo intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” percorreu a infância pobre do presidente no agreste de Pernambuco, em 79 minutos de espetáculo. A mãe de Lula foi interpretada pela atriz Dira Paes, enquanto o petista foi encarnado por Paulo Vieira, e Juliana Baroni representou Marisa Letícia.

No carro alegórico seguinte, a cantora Fafá de Belém substituiu Janja. Também participaram artistas de destaque, como Paulo Betti, Bete Mendes, Chico Diaz e Júlia Lemmertz. O último carro alegórico exibiu um boneco gigante de Lula.

A representação de Jair Bolsonaro ocorreu duas vezes: na comissão de frente, com um ator vestido de Palhaço Bozo fazendo “arminhas” com as mãos, e em um carro alegórico, onde um palhaço aparece preso com uma tornozeleira eletrônica. Houve provocações ao filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, com figuras fantasiadas de Mickey segurando a tocha da Estátua da Liberdade e até tentando incendiar a bandeira do Brasil.

Inicialmente, a expectativa era de que Lula permanecesse no camarote municipal, diante de acusações de uso eleitoral do desfile. Contudo, ele decidiu descer até a avenida para saudar a escola e acompanhar a passagem de perto. A ala dedicada ao PT trazia a estrela vermelha, mas não o número 13, por orientação de advogados especializados em direito eleitoral.

A apresentação destacou referências ao PT sem o número 13, reforçando a importância da estratégia jurídica no contexto eleitoral. O desfile também evidenciou a presença do presidente na avenida, que interagiu de perto com a escola, reforçando a relação entre cultura e política neste Carnaval da Sapucaí.
O Carnaval de 2025, marcado por debates intensos, mostrou como o desfile pode misturar entretenimento e agenda política, gerando reações diversas entre o público e a oposição. O evento também manteve a tradição de críticas e homenagens, transformando o encontro entre arte e política em tema central da noite.
E você, qual foi a sua leitura sobre a homenagem a Lula e as provocações a Bolsonaro no desfile? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você recebeu as escolhas da Acadêmicos de Niterói neste Carnaval.

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