A aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, prevista para 26 de fevereiro, abre espaço para novas indicações no TCU. O PT mira Odair Cunha (PT-MG) para uma das vagas e sinaliza a possibilidade de apoiar Altineu Cortes (PL-RJ) para uma segunda vaga, caso haja acordo entre as siglas.
A dobradinha entre PT e PL ganha corpo com a perspectiva de que Odair Cunha assuma a vaga principal, enquanto Cortes busca a vaga do ministro Augusto Nardes, que sinaliza antecipar a aposentadoria para 2026. Aliados de Cortes afirmam ter sondado Nardes sobre esse adiantar de saída, mantendo o jogo em aberto.
Mesmo com o aceno a uma parceria, lideranças do PL já avisaram que não conseguem entregar os votos de toda a bancada de 87 deputados, estimando algo em torno de 20 votos para Odair Cunha. A votação no TCU é secreta e exige a maioria absoluta, ou seja, 257 votos, o que aumenta o risco de dissidências.
A candidatura de Odair Cunha ao TCU faz parte de um acordo do PT para apoiar Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara, em fevereiro de 2025, em troca da indicação dele ao TCU. No início de fevereiro, Odair reuniu líderes do Centrão e da esquerda para fortalecer apoios e traçar estratégias, enquanto PSD e União Brasil já sinalizam nomes próprios para o TCU, como Hugo Leal (PSD-RJ), Danilo Forte (União-CE) e Elmar Nascimento (União-BA).
Essas negociações revelam como as indicações ao TCU podem depender de alianças entre blocos no Congresso, com a votação secreta criando espaço para estratégias variadas. E você, como enxerga esse jogo de forças entre PT, PL e demais legendas na definição de vagas no TCU? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.





Facebook Comments