Resumo para SEO: Saltur e Daniela Mercury estão no centro de uma polêmica sobre a ordem dos trios no circuito Barra-Ondina do Carnaval de Salvador. O presidente da Saltur, Isaac Edington, criticou a cantora, afirmou que ela jamais ocupou o primeiro bloco e destacou que mudanças na fila prejudicariam o planejamento do desfile.
Em entrevista ao Bahia Notícias durante o Arrastão na Quarta-Feira de Cinzas (18), Edington disse que a ação judicial movida durante o Carnaval causou desconforto entre blocos e organizadores, qualificando o episódio como muito feio para a festa.
Segundo ele, a Justiça revogou rapidamente a decisão e o Conselho do Carnaval (Comcar) apresentou documentos contestando a versão defendida pela artista, garantindo que Daniela Mercury nunca ocupou o primeiro bloco na Avenida desde 1996.
Edington ressaltou que o Comcar não pertence à prefeitura, mas é formado por agentes da própria festa, incluindo blocos e artistas. Para ele, alterações na ordem oficial comprometeriam o funcionamento da estrutura montada para o desfile e decisões individuais não podem prevalecer sobre o planejamento coletivo.
“Não cabe Carnaval ter uma estrela isolada. O evento funciona pela constelação de grandes artistas; um único artista não pode atrapalhar tudo”, afirmou o dirigente, lembrando o esforço de montagem dos trios para o auge da folia.
A pesem as críticas, Edington destacou que a prefeitura mantém relação institucional com Daniela Mercury e que a cantora foi contratada para apresentações no Furdunço e no circuito oficial do Carnaval.
AJUSTES: o Ministério Público deve promover novas reuniões após a festa para discutir a regularização da ordem dos blocos e combater a venda irregular de vagas, segundo o presidente da Saltur.
“Depois do Carnaval, o MP deve convocar nova reunião para alinharmos tudo e encerrarmos de vez a venda de vagas que não existem mais”, enfatizou Edington.
Apesar da polêmica, ele afirmou que o episódio não comprometeu o brilho da folia e reiterou: “Fizemos juntos o maior Carnaval da história desta cidade”.
A POLÊMICA
O debate sobre a posição dos blocos ganhou força após Daniela Mercury defender publicamente que seu trio merecia destaque, citando antiguidade e tradição. Ela afirmou durante o desfile que cobrava respeito aos blocos mais antigos, como Crocodilo e Filhos de Gandhy.
Após decisão judicial favorável à cantora, a Bahia chegou a suspender a liminar, mantendo a ordem definida pelo Comcar. A empresária Malu Verçosa afirmou que busca diálogo com os órgãos responsáveis e questionou os critérios da organização da fila. Daniela argumentou ter contribuído para a consolidação do circuito Barra-Ondina e que mudanças ao longo dos anos afetaram a posição histórica do bloco.
Como segue, o tema da organização da fila permanece em pauta, com diferentes visões sobre tradições, regras e participação de grandes nomes no Carnaval de Salvador.
E você, como avalia a forma como a fila e as participações são definidas no maior Carnaval da região? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas experiências com a organização do desfile.

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