O reverendo Jesse Jackson, ativista dos direitos civis e ex-candidato à presidência, morreu aos 84 anos. A família divulgou a notícia, ressaltando seu papel como líder servidor e sua defesa da justiça e da igualdade.
A família informou que Jackson faleceu na manhã de terça-feira, deixando esposa, seis filhos e vários netos. Em comunicado, disseram: “um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo” e pediram que sua memória continue a inspirar a luta pelos valores que ele viveu.
Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, Carolina do Sul, Jackson foi criado por uma mãe solteira e destacou-se academicamente, formando-se em sociologia pela North Carolina A&T em 1964. Fez estudos no Seminário Teológico de Chicago na década de 1960 e, posteriormente, recebeu um mestrado honorário.
O ativismo de Jackson iniciou na juventude, quando Martin Luther King Jr. chegou a Chicago para lançar uma frente norte da Conferência da Liderança Cristã do Sul. Embora King tenha elogiado o trabalho dele, houve desencontros que, com o tempo, foram superados. Jackson esteve próximo de King até o assassinato dele no Lorraine Motel, em Memphis, em 4 de abril de 1968.
Jackson deixou a SCLC em 1971 para fundar o People United to Save Humanity. Em 1984 criou a National Rainbow Coalition, que se fundiu com a PUSH na Rainbow/PUSH Coalition na década de 1990. Também lançou o Wall Street Project, voltado a ampliar oportunidades econômicas para minorias. Campanhas para a presidência dos EUA foram realizadas em 1984 e 1988, com enorme apoio, ainda que sem vitória nas primárias.
Entre as controvérsias da vida pública, em 2001 Jackson reconheceu ter tido um caso extraconjugal, resultando no nascimento de um filho, e pediu desculpas públicas. Em 2013, seu filho Jesse Jackson Jr. foi condenado por conspiração para fraudar campanhas de reeleição, recebendo 30 meses de prisão.
Em 2017 foi diagnosticado com a doença de Parkinson, doença que o acompanhou nos anos seguintes. Em abril, foi informado que também apresentava paralisia supranuclear progressiva, o que impactou ainda mais sua mobilidade e fala. Ainda assim, manteve participação em eventos, inclusive na Convenção Nacional Democrata de 2024, em Illinois, onde chegou a subir ao palco numa cadeira de rodas e a acenar com os dois polegares.
Ao longo de décadas, Jackson consolidou um legado de defesa dos direitos civis, de políticas de inclusão e de oportunidades econômicas para comunidades marginalizadas, influenciando o pensamento político e social dos Estados Unidos. Seu impacto permanece como referência para ativistas e líderes que buscam justiça social.
Como você lembra Jesse Jackson? Compartilhe suas memórias, avaliações sobre seu papel na história dos direitos civis e como o legado dele se aplica às lutas atuais pela igualdade no país e no mundo.

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