Em meio a possível filiação ao PSD, Mario Negromonte Jr. se reúne com Otto Alencar e aquece bastidor

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O deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) se reuniu, nesta quinta-feira (12), com o senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia. O encontro ocorre em meio a rumores sobre uma possível filiação do parlamentar à legenda.

Nas redes sociais, Mário Jr. publicou uma foto ao lado de Otto e afirmou que a visita foi motivada pelo período de recuperação do senador após cirurgia.

“Visitando o amigo senador @ottoalencar depois da sua cirurgia. O homem tá forte e com a saúde de ferro! Que Deus o abençoe e continue iluminando a sua caminhada!”, escreveu.

ENTENDA
A possível ida de Mário Jr. ao PSD ocorre após o rompimento da família Coronel com o partido. A saída abriu uma espécie de “demanda por compensação” junto à direção nacional da sigla, comandada por Gilberto Kassab, para que o PSD permanecesse “livre” na Bahia.

Segundo interlocutores, a compensação envolveria a filiação de dois deputados federais com mandato e potencial de reeleição. Nesse contexto, surgiram os nomes de Mário Negromonte Jr. e de Cláudio Cajado, ambos do Progressistas.

Kassab teria interesse em ampliar a bancada do PSD na Câmara dos Deputados. Na Bahia, o partido perdeu a cadeira de Diego Coronel após o rompimento com o senador Angelo Coronel, pai do parlamentar.

Para atender ao pleito da direção nacional, a base do governador Jerônimo Rodrigues teria articulado a atração de dois deputados que já vinham se aproximando do governo estadual, mas ainda não haviam definido o futuro partidário.

Cajado já teria avançado nas tratativas, indicando nomes para cargos na Agerba e no Detran-BA, embora oficialmente permaneça no PP. Já Mário Jr. dependeria da nomeação da esposa, Camila Vásquez, para uma vaga de conselheira no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A lista tríplice está na mesa do governador desde agosto. Segundo aliados, a definição deve ocorrer apenas na janela partidária de março, para evitar desgastes.

Ao Bahia Notícias, Mário Jr. confirmou as conversas. “Teve o convite. O Podemos e o PSB também”, afirmou. O PSD aparece como favorito, já que a ida para Podemos ou PSB poderia gerar conflito com atuais detentores de mandato nas legendas.

Caso as filiações de Cajado e Mário Jr. se confirmem, aliados avaliam que estaria equacionada a tensão criada após o rompimento entre Otto Alencar e Angelo Coronel com a direção nacional. O PSD manteria liberdade para apoiar as reeleições de Jerônimo Rodrigues, ao governo da Bahia, e de Luiz Inácio Lula da Silva, à Presidência.

CADEIRA NA CÂMARA
Para partidos de centro, como o PSD, o número de deputados federais é estratégico. A composição da bancada influencia diretamente na divisão do fundo partidário, do fundo eleitoral e do tempo de rádio e televisão.

Além da articulação na Câmara, Kassab também mira o Senado. O PSD conta hoje com três pré-candidatos ao Palácio do Planalto: os governadores Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). A avaliação interna é de que, caso não disputem a Presidência, dois deles podem concorrer ao Senado com chances competitivas.

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