Jovem Pan> Notícias> Mundo> Polícia do Reino Unido libera Andrew, suspeito de vazar documentos a Epstein
O irmão do rei Charles III foi preso na manhã desta quinta-feira (19) em Norfolk, onde reside desde que teve os títulos reais destituídos
Por Júlia Mano 19/02/2026 17h58 Daniel LEAL / AFP
Andrew Mountbatten-Windsor é citado diversas vezes nos documentos sobre o Caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, deixou nesta quinta-feira (19) a Delegacia de Polícia de Aylsham, em Norfolk, no leste da Inglaterra. O segundo filho da rainha Elizabeth II (1926-2022) foi preso mais cedo sob suspeita de “má conduta no exercício de cargo público”, segundo informou a corporação à imprensa britânica.
Segundo informações da BBC, um carro preto da montadora Range Rover chegou à delegacia por volta das 18h50 no horário local (15h50 em Brasília). Cerca de 15 minutos depois, o veículo saiu e passou por repórteres. Um fotógrafo da agência de notícias Reuters conseguiu tirar uma foto de Andrew no banco de trás tentando se deitar. O irmão do rei Charles III deve retornar à casa de campo Wood Farm, no complexo de Sandringham, propriedade particular do monarca do Reino Unido localizada em Norfolk.
Prisão de Andrew À imprensa britânica, a Polícia do Vale do Tâmisa disse ter prendido na manhã desta quinta um homem na faixa dos 60 anos após uma “avaliação minuciosa” e a posterior constatação de haver “motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu” durante exercício de cargo público. Andrew Mountbatten-Windsor ficou na delegacia por cerca de 11 horas.
A polícia também fez buscas em Norfolk e em Berkshire, em Windsor, onde Andrew morava antes de ter os títulos reais destituídos pelo rei Charles III, em outubro de 2025. A corporação ainda informou que continuará com as investigações sobre as recentes revelações de que o segundo filho da rainha Elizabeth II pode ter encaminhado documentos potencialmente confidenciais a Jeffrey Epstein.
Em comunicado sobre a prisão de Andrew, o rei Charles III disse que a “questão será investigada de maneira apropriada e pelas autoridades competentes”. O monarca também afirmou que a “lei deve seguir o seu curso”. Ele ainda declarou que a investigação policial conta com apoio “total e irrestrito” da Família Real.
Relação de Andrew e Epstein A Família Real britânica enfrenta nova pressão em razão dos vínculos de Andrew com Epstein. Recentemente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou mais de três milhões de páginas das investigações do caso do magnata. Nos documentos, o irmão do rei Charles III é citado diversas vezes. Ele nega qualquer irregularidade e relação com o empresário.
Entre as imagens incluídas nos arquivos divulgados recentemente, o segundo filho da rainha Elizabeth II aparece ajoelhado ao lado de uma mulher deitada no chão. Nas fotografias divulgadas, ele é visto de joelhos, com as mãos apoiadas no piso, sobre uma pessoa não identificada e totalmente vestida.
Príncipe Andrew ajoelhado sobre uma mulher não identificada, deitada no chão, em uma das fotos citadas no caso Epstein. Foto: Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA
Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes no caso Epstein. De acordo com os relatos de Giuffre, os episódios ocorreram quando ela ainda era menor de idade.
Caso Epstein Jeffrey Epstein acusado de liderar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores de idade com a ex-namorada Ghislaine Mazwell. As investigações contra o magnata começaram em 2005 após denúncia de que ele tinha abusado sexualmente de uma adolescente de 14 anos em sua casa em Palm Beach, na Flórida.
Epstein foi condenado em 2008 por exploração sexual e facilitação à prostituição de menores. À época, ele se declarou culpado e fez um acordo para cumprir 13 meses de prisão.
Em 2019, um juiz da Flórida considerou o combinado ilegal. Epstein foi preso no mesmo ano. Um mês após a detenção, o magnata foi encontrado morto em sua própria cela.
Relatório do FBI Uma revisão de documentos internos do Departamento de Justiça indica que o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) reuniu provas robustas de que Epstein abusou sexualmente de diversas meninas menores de idade. No entanto, o órgão encontrou pouca evidência de que ele tenha operado uma rede organizada de tráfico sexual destinada a atender homens ricos e influentes. A informação aparece em registros oficiais analisados pela agência de notícias Associated Press, incluindo relatórios policiais, notas de entrevistas e comunicações entre promotores.
Segundo os registros revisados, agentes federais examinaram extensivamente os registros financeiros de Epstein, analisaram e-mails e documentos, conduziram buscas em residências e entrevistaram vítimas e testemunhas. O material coletado confirmou, de forma consistente, um padrão de abuso sexual envolvendo meninas adolescentes, além de um mecanismo de recrutamento que incluía pagamentos e promessas de benefícios.
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