A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio do VigiMed, notificou 65 mortes suspeitas após o uso de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Os óbitos foram registrados entre dezembro de 2018 e do mesmo mês do ano passado.
O VigiMed é utilizado para receber relatos de possíveis efeitos ligados a remédios em circulação no Brasil. De acordo com O GLOBO, a agência disse que esse monitoramento é parte do processo com qualquer remédio aprovado para uso no Brasil e que os casos são suspeitos. A empresa informou que ainda não é possível afirmar que as mortes tenham relação direta com a ação do fármaco.
A entidade reforçou ainda que “a relação de risco X benefício destes medicamentos segue sem alterações, considerando as indicações aprovadas”. Foram avaliados e englobados os princípios ativos semaglutida, do Ozempic e do Wegovy; tirzepatida, do Mounjaro; liraglutida, do Saxenda e do Victoza, e dulaglutida, do Trulicity.
Segundo a publicação, na lista de sintomas mais comuns estão a náusea, vômitos, mal-estar, diarreia, constipação e a pancreatite. Especificamente sobre a inflamação grave no pâncreas, foram 145 registros.
“O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos (…) O sistema de notificações é uma das ferramentas que a Anvisa e demais agências utilizam para monitorar o desempenho de medicamento na vida real, pós-mercado”, diz em nota.
“Outras ferramentas utilizadas são estudos controlados, pesquisas científicas independentes e estudos de pós-mercado que garantem um rigor metodológico e completam o trabalho de farmacovigilância”, afirmou.

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